Abril 28, 2012 - Publicado por A Livreira - Comentários

Canções de Embalar de Dia – Nuno Rodrigues – 2011
Gênero: Pop / Folk | Ano: 2011 | Qualidade: VBR Kbps
1. Teresa Salgueiro – Mundo Imaginário
2. Rui Veloso E Teresa Macedo – O Cavalo Do Gonçalo
3. Luís Represas E Mafalda Veiga – Imagina, Imagina Comigo
4. Teresa Macedo – Piri (O Meu Nome É Piri)
5. Teresa Macedo – Toada Dos Malmequeres
6. Rui Veloso, Nuno Rodrigues E Filipa Pais – O Menino Vai Ao Colo
7. LuÝs Represas – Adriana Lia (Olhos Cor Do Mar)
8. Luanda Cozetti – A Rita Gosta De Batata Frita
9. Filipa Pais – O Anjo Que Te Guarda
10. Dany Silva – Lindas Meninas (Dez Anos Depois)
11. Luanda Cozetti – Elas (Estrelas D’Embalar)
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Canções de Embalar de Noite – Nuno Rodrigues – 2011
Gênero: Instrumental | Ano: 2011 | Qualidade: VBR Kbps
1. Mundo Imaginário
2. Adriana Lia (Olhos Cor Do Mar)
3. O Anjo Que Te Guarda
4. Lindas Meninas (Dez Anos Depois)
5. Toada Dos Malmequeres
6. O Cavalo Do Gonçalo
7. O Menino Vai Ao Colo
8. Piri (O Meu Nome É Piri)
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Canções de embalar num mundo imaginário de Nuno Rodrigues
“Pelo meio escrevi uns fados para a Ana Moura, dois ou três, mas dado o êxito das primeiras ‘Canções de Embalar’ que continuam a sair e a ser um fenómeno de mercado, lancei-me neste projecto”, disse o músico e compositor.
Com Nuno Rodrigues nestes dois CD estão José Peixoto, responsável pelos arranjos musicais, e nomes como Rui Veloso, Luís Represas, Teresa Salgueiro, Mafalda Veiga, Filipa Pais, Dany Silva, Luanda Cozetti, e seu lado, sobressai a estreia de Teresa Macedo.
À Lusa, Nuno Rodrigues sublinhou “o cuidado posto por cada um dos participantes que foram muito atentivos em cada tema que interpretaram, e a magia que lhe colocou o José Peixoto”. A música é de Nuno Rodrigues que assina ainda seis letras, as restantes são de Miguel Cardoso (cinco) e de Marta Elias (duas). A edição é da CNM.
Referindo-se a este regresso ao imaginário infantil, Nuno Rodrigues afirmou: “A minha ternura está sempre a ser reciclada” e citou a sua experiência pessoal, “pai de filhos de 41, 31, de 16 e de 09 anos”, além dos netos que já tem.
“Continuo a ser muito miúdo com a idade que tenho, e as crianças e os adultos precisam de ser embalados e só nos faz bem partilhar o mundo imaginário das crianças”, argumentou. Estes dois discos, que saem segunda-feira, surgem separadamente no mercado, sendo aqueles que Nuno Rodrigues afirmou ter mais a ver consigo “pois são mais acústicos”.
Um CD destina-se a “Canções de embalar de noite” e é totalmente constituído por temas em que a harpa de Ana Isabel Dias domina, sendo exclusivamente instrumental.
“Este disco não foi planeado de início, mas dada a sua entrega, o seu envolvimento e a magia que proporcionava, acabámos por a convidar para fazer um disco completo. Até porque foi um instrumento que me encantou e o desempenho dela [Ana Isabel Dias] é fabuloso”, contou.
Outro CD destina-se às “Canções de embalar de dia” e nele surgem as canções com palavras: “A Rita gosta de batata frita”, “O cavalo do Gonçalo”, “O menino vai ao colo”, “Adriana Lia (Olhos Cor do Mar)”, “Mundo imaginário”, esta última que dá título ao projeto.
O radialista António Macedo afirma que este é “um disco bonito, porque é superior e ternurentamente cantado”.
Nuno Rodrigues, 61 anos, estreou-se nas lides musicais com o EP “Barca de Flores” (1969). Participou num Festival RTP da Canção com Daphne e, depois das canções que compôs (com António Avelar de Pinho) para a Banda do Casaco, “nada voltou a ser como antes”, atesta António Macedo que sublinha o seu trabalho com “cantoras como a extraordinária Né Ladeiras ou a surpreendente e inultrapassável Gabriela Schaff” que “nunca cantaram tão bem como quando cantaram canções do Nuno [Rodrigues]“. Nuno Rodrigues é o autor da Banda do Casaco, mas também de “Telepatia”, de Lara Li, “Alibábá”, das Doce, ou “Eu Só Quero“, de Schaff.
Entre 1978 e 1983 foi A&R (Artistas e Reportório) na discográfica Valentim de Carvalho, em 1984 assumiu a direcção da editora Transmédia, que duraria quatro anos, seguindo um percurso próprio desenhando uma linha editorial independente fazendo sair discos de José Afonso, Júlio Pereira, Fernando Tordo, Luís Cília, Né Ladeiras ou os trabalhos de estreia dos Peste & Sida, Tarântula, António Emiliano e Shis/José Peixoto.
Na década de 1990 lançou no projecto que hoje o ocupa, a CNM (Companhia Nacional de Música) em que alia a distribuição à edição, como acontecera com a Transmédia, mas ao lado do catálogo nacional com nomes como Joana Amendoeira, Ricardo Ribeiro, João Braga, Gonçalo Salgueiro. Representa em Portugal etiquetas estrangeiras, em especial da área da música clássica.
Via HardMúsica
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Abril 8, 2012 - Publicado por A Livreira - Comentários
Filmoteca
Tema Páscoa
1 A Aventura do ovo da Páscoa – 2004

Esta é a história de Egg Town, uma aldeia idílica onde galinhas e coelhos vivem em harmonia e sã vizinhança. No entanto, para lá dos limites deste humilde burgo, espreitam os misteriosos e ladrões “Take-Its”, que conspiram para roubar os Ovos da Páscoa de Egg Town e o seu espírito optimista. Um improvável grupo de habitantes de Egg Town enfrenta com bravura os perigos do pântano e o antro dos diabólicos “Take-Its”, para tentar recuperar os ovos. Através da sua aventura de nos fazer ficar com “pele-de-galinha”, estas personagens ricamente definidas formam profundos laços de amizade, tentando ultrapassar os seus mais profundos medos e encontrar a coragem para trazer de novo o espírito otimista e a alegria da Páscoa a Egg Town.
2 Coelhinhos Engraçadinhos – Sinfonias Ingênuas – Fábulas Disney – 1934

Vídeo lúdico que mostra o trabalho dos Coelhinhos da Páscoa.
Este vídeo pode ser encontrado no DVD “Fábulas da Disney – Vol. 5″.
3 Hop Rebelde sem Páscoa – 2011

Misturando recursos de animação de ultima geração com ação ao vivo, Hop conta a divertida história de Fred (James Marsden), um preguiçoso desempregado que acidentalmente atropela o Coelho da Páscoa (dublado por Russell Brand) e tem que abrigá-lo até que ele se recupere. Na medida em que Fred enfrenta o pior hóspede do mundo, ambos aprenderam o que é preciso para finalmente crescerem.
4 Baby Looney Tunes: Aventuras na Páscoa – 2004

Junte-se aos seus ‘Baby Looney Tunes’ favoritos na aventura mais emocionante do momento: a caça aos ovos de páscoa! Estrelando pelo bebê Pernalonga e seus amigos, ‘ Baby Looney Tunes ‘ está cheio de situações hilariantes e divertidas vividas por essas gracinhas que mal aprenderam a andar. Depois que a Vovó lê histórias sobre o Coelhinho da Páscoa, todas as crianças mal conseguem esperar pela chegada do grande dia. Todas menos o Bebê Patolino, que afirma que o Coelhinho da Páscoa não existe. Bebê Pernalonga e os outros, em compensação, têm certeza que ele existe, e nada vai impedi-los de ver o Coelhinho da Páscoa nesse ano – nem se para isso o Bebê Pernalonga tiver que se fantasiar como um! Com uma história pura, muito colorida e valores sobre a mágica da Páscoa, ‘Baby Looney Tunes’ se tornará certamente parte da tradição de sua família.
5 Turma da Mônica em Um conto de Páscoa – 2011

Especial de Páscoa da turminha, exibido na TV Globo no dia 24 de Abril
O próprio Mauricio de Sousa, em versão animada, conta a história desta festividade: um dia, uma nave chega à Terra e atrai todos os coelhos. Dela sai um enorme ovo, o “ovo primordial”, de onde se originariam todos os ovos até os dias atuais.
Também são citadas outras tradições de paz, amor e ressurreição, além de falar sobre as delícias da data como bacalhau, bolos e chocolate. Mônica e seus amigos também protagonizam uma caça à guloseimas e visitam uma fábrica de chocolate.
6 Bugs Bunny em Paródias da Páscoa – 1977

O coelho mais famoso do mundo regressou e traz com ele muitas aventuras cheias de humor e animação. Bug Bunny ajuda a entregar os ovos de Páscoa neste filme delicioso.
7 Snoopy, O Cãozinho da Páscoa – 1974

Desenho da Turma do Snoopy fazendo referência a Páscoa… substituindo o tradicional coelho da Páscoa por um ‘cãozinho da Páscoa’, o Snoopy.
8 O coelho da Páscoa esta chegando – 2006

Em Kidsville, os jovens fazem suas próprias regras, controlam suas próprias lojas e ficam acordados até tarde o quanto quiserem. A cada primavera, cada um deles – incluindo Sunny, o Coelho – faz os preparativos para a Páscoa. Então, fica a cargo de Sunny levar os ovos pintados e os outros doces para uma cidade vizinha chamada Town. Mas é bom ele tomar cuidado. A velha e conservadora Town não permite crianças o mesmo um coelhinho da Páscoa saltitante. O filme mostra como Sunny e seus amigos salvaram a Páscoa do mau humor dos habitantes de Town, inventando muitas das tradições conhecidas hoje por nós.
9 Os Vegetais: A História de Um Snoodle / Os Vegetais: Um Conto de Páscoa – 2005

Novas aventuras dos Vegetais. Aqui ficamos conhecendo a história de Snoodle Dôo, um adorável personagem que aprende que não importa como os outros o vêem porque Deus sabe o quanto cada um é bonito e especial. Ainda há um outro inspirado no famoso clássico Dr. Jakyll e Mr Hyde, o médico e o monstro. Os Vegetais sempre se envolvem em aventuras divertidas que, além de entreter, também educa todas as crianças com mensagens positivas e inteligentes.
Os Vegetais: Um Conto de Páscoa:
Um Conto de Páscoa: Ébenezer Nozor está fora de controle! Enchendo Londres com ovos de Páscoa de plástico, ele está se esforçando ao máximo para fazer da Páscoa um grande evento! Cavis e Millward (Bob e Larry) e um anjinho chamado Esperança terão um dia e uma noite inesquecíveis tentando convencer E. Nozor que a Páscoa é muito mais do que apenas ovos de chocolate. Este episódio muito especial dos Vegetais explica porque milhões de pessoas no mundo celebram a Páscoa.
10 Ursinho Pooh: A Páscoa de Guru – 2008

Num dia lindo de primavera Guru, Pooh e Tigrão estão prontos para brincar e se divertir. Entretanto, Coelho pede que todos fiquem em casa até que esteja terminada a limpeza. Será que alguma coisa poderia fazer Coelho mudar de idéia? Sim, pois todo o amor e a sabedoria de Guru mostram a ele que os dias especiais devem ser aproveitados!
11 Os Carrinhos de Páscoa – 2008

Os carrinhos agitam na comemoração da Páscoa trazendo ovinhos de graxolate! Dá água no radiador só de imaginar…São 3 episódios para você se divertir a valer.
12 Dora a aventureira: A aventura de Páscoa – 2012

Dora e Botas querem celebrar a Páscoa procurando pelos ovos de chocolate e demais docinhos que seu amigo, Hip-Hop-Bunny ficou de trazer.
Mas no meio do caminho, Bunny tem seus ovos roubados e jogados para bem longe. Será que Dora e Botas vão conseguir encontrar estas delícias antes que las caiam de uma gigantesca cachoeira?
13 Desfile de Páscoa – 1948

Don Hews (Fred Astaire), um dançarino, depois que sua parceira Nadine (Ann Miller) o abandona,fica em depressão, até que decide encontrar outra e provar que pode transforma-la numa grande estrela,que dance melhor que Nadine. Hannah (Judy Garland) é a escolhida e ele tem que treina-la, já que ela não tem nenhuma experiência com dança.
Se você não pode vencê-los, se junte a eles! Quando seu parceiro de longa data abandona o Ziegfeld Follies, Don Hewes decide mostrar ao mundo que ele era a parte talentosa da dupla escolhendo uma corista qualquer para transformá-la em uma estrela dos palcos. Claro que isso é possível, ainda mais quando Fred Astaire interpreta Don e Judy Garland vive a corista. Todos sabem que o resultado dessa combinação é um musical magnífico!
14 Ogú e Mampato – Uma Aventura na Ilha de Páscoa – 2007

Mampato é um garoto que possui um cinto bem especial, que ganhou de um amigo extra-terrestre. Com esse cinto, ele é capaz de viajar no tempo e no espaço, para onde e quando quiser. Curioso para saber mais sobre a história de Rapa Nui, Mampato busca seu amigo pré-histórico Ogú, na idade das cavernas, e juntos eles se aventuram pela Ilha de Páscoa. Lá, eles conhecerão uma encantadora garotinha nativa chamada Marama e descobrirão as tradições e a história das pessoas que habitam ali.
15 A Origem dos Guardiões – 2012

Baseado na série de livros ‘The Guardians of Childhood‘, de William Joyce, a história segue os heróis da nossa infância. Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada dos Dentes se unem para salvar o mundo do malvado Bicho-Papão. Ele pretende iniciar uma era da escuridão, que destruirá o sonho de todas as crianças.
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Abril 3, 2012 - Publicado por A Livreira - Comentários

CD-ROM ‘Nossos Bichos’ – Mamíferos do Pantanal
Leia aqui a notícia do lançamento do CD.
O CD “Nossos Bichos” – Mamíferos do Pantanal é resultado de um trabalho conjunto entre o pesquisador da Embrapa Pantanal, Guilherme Mourão, e a bióloga Ísis Medri.
Produzido em parceria com a ONG Conservação Internacional (CI-Brasil), o CD foi idealizado a partir de uma palestra interativa que o pesquisador preparou para um fórum educacional em Corumbá.
O material foi adaptado e se transformou em dois jogos educativos para crianças do ensino fundamental.
“É preciso conhecer para conservar. A educação ambiental é fundamental para que as crianças aprendam desde cedo sobre a importância da conservação da biodiversidade”, diz o pesquisador.
O CD contém ainda um arquivo com informações adicionais de cada animal citado com o objetivo de apoiar os professores na sala de aula, além de uma bibliografia adicional para aquele que desejar se aprofundar no conteúdo.
“O material oferece às crianças a possibilidade de aprender brincando sobre biologia e conservação de espécies”, diz Mariza Silva, especialista em articulação ambiental da CI-Brasil e coordenadora geral do projeto do CD.
O projeto tem como objetivo disponibilizar gratuitamente o CD interativo, permitindo sua reprodução.
Download Livre
As pessoas interessadas devem seguir esta indicação:
1) acessar o endereço http://www.conservation.org.br/formulario_mamiferos_pantanal.php
2) preencher os dados solicitados;
3) aguardar uma resposta da CI-Brasil que disponibilizará o link do CD para download;
4) clicar no link enviado pela CI-Brasil e salvar o arquivo no computador;
5) depois de concluído o download, extrair os arquivos do documento “nossos_bichos.zip” salvos no computador;
6) abrir a pasta “nossos-bichos”, clicar novamente na pasta “nossos-bichos” e depois abrir o arquivo “início”.
Como citar esta informação
MOURÃO, G.; MEDRI, I. Nossos bichos: mamíferos do Pantanal. Campo Grande: Conservação Internacional, 2007. 1 CD-ROM.
Links direto
http://www.cpap.embrapa.br/destaques/cdbichos/Informacao/CD.htm
Escolha um dos locais para fazer o download (225MB):
Conservação Internacional
Embrapa CNPTIA
Certifique-se que você possui o Adobe Flash Player instalado em seu computador.
CD-Rom Nossos bichos – Mamíferos do Pantanal
http://www.cnptia.embrapa.br/ext/nossos_bichos.zip
http://www.conservacao.org/publicacoes/nossos_bichos.zip
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Março 24, 2012 - Publicado por A Livreira - 2 Comentários

CD “Crianceiras – Poesias de Manoel de Barros musicadas por Márcio de Camillo”
Faixas
1 Bernardo
2 Sombra boa
3 Linhas tortas
4 O menino e o rio
5 Sebastião
6 O idioma das árvores
7 Um bem-ti-vi
8 Se achante
9 Os rios começam a dormir
10 O silêncio branco

MÁRCIO DE CAMILLO
O compositor foi criado em MS, onde compôs a base inicial do seu estilo. Recentemente musicou as poesias de Manoel de Barros para o público infantil no CD ‘Crianceiras’. Márcio possui canções gravadas por Renato Teixeira, Zé Geraldo, Sérgio Reis e outros. Ele também atua como produtor cultural e realizou importantes projetos que destacam a música regional brasileira, como os shows ‘Violas do Brasil’ (2004) e ‘Música do Brasil Central’ (2011) e o disco CD ‘GerAções MS’ (2006).
Gravou | CD ‘Olhos D’Água’ – Paradoxx Music | CD ‘Telepaticamente’ – Produção: Mário Manga – Participação: Zé Geraldo | CD/DVD ‘Márcio de Camillo Ao Vivo’ – Participação: Jerry Espíndola. Produção Jerry com a participação. Filho dos Livres | CD ‘Me Deixar Levar’ | CD ‘Crianceiras‘, baseado em poemas de Manoel de Barros



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Vídeo integrante da Exposição “ARTE PARA CRIANÇAS”.
A POESIA DE MANOEL DE BARROS EM VÍDEO
http://www.youtube.com/watch?v=a-HDwM3jebY&feature=player_embedded
Contatos:
www.crianceiras.com.br
http://www.marciodecamillo.com.br/
contato: marciodecamillo@hotmail.com / crianceiras@gmail.com
Ilustração: Martha Barros
Animação: Animatronic
CRIATTO: 67 3026 2240
Marcio De Camillo: 67 99846310
CD Crianceiras – LIVRARIA LE PAROLE – Rua Euclides da Cunha, 1126. Santa Fé CAMPO GRANDE-MS (67) 3043-5100.
Investimento: R$ 30,00 mais postagem. R$ 10,00
Total R$ 40,00
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Março 9, 2012 - Publicado por A Livreira - Comentários

A mulher e a Ciência
As invenções femininas
A contribuição da mulher para a humanidade
As mulheres contribuíram para a ciência desde os primeiros dias, mas não foram reconhecidas. Historiadores interessados em estudos sobre gênero e ciência trouxeram à luz as contribuições femininas, as barreiras enfrentadas e as estratégias implementadas para conseguir a aceitação do trabalho científico.
Até cerca de 1840, apenas 20 patentes americanas foram emitidas para mulheres. As patentes são a prova de “propriedade” de uma invenção e só o inventor (s) pode aplicar para uma patente. No passado, as mulheres não podiam igualdade de direitos de propriedade (patentes são uma forma de propriedade intelectual) e muitas mulheres patenteou suas invenções com nomes do seu marido ou pai. No passado, as mulheres também foram impedidas de receber o ensino superior necessário para inventar.
Recentemente, os antropólogos J. M. Adovasio e Olga Soffer escreveram o livro “Sexo Invisível”, que apresenta a mulher como inventora de materiais e modos que moldaram a nossa sociedade. A base do livro é: enquanto os homens caçavam, as mulheres criavam. Entre os inventos estão a roupa, necessária para a vida em climas mais frios, as cordas usadas para a fabricação de jangadas e as redes usadas na caça.
Além disso, as mulheres teriam desempenhado um papel central no desenvolvimento da linguagem e da vida social — o que nos tornou humanos e, posteriormente, civilizados. As moças teriam sido, também, as primeiras horticultoras da história ao descobrir que os grãos, em contato com a terra, geravam frutos.
E, fique certa, é assim até hoje. Cada vez mais as mulheres CRIAM.
Em 1870, Eliza Murfey patenteou 16 dispositivos para melhorar a embalagem de revistas e de rolamentos para ferrovia carro-eixos. Estas embalagens foram usadas para lubrificar os eixos com o óleo que reduziu descarrilamentos causados por eixos e rolamentos apreendidos. Em 1879, Mary Walton desenvolveu um método de desviar as emissões das chaminés de fumaça através de tanques de água e mais tarde adaptou o sistema para uso em locomotivas. Na década de 1880, muitas cidades desenvolveram um sistema de trânsito de massa utilizando ruidosos trens elevados. Para reduzir o ruído, Walton inventou um sistema de amortecimento de som que embalou a pista em uma caixa de madeira forrada com algodão e, em seguida, cheio de areia. Ela recebeu uma patente para o sistema em 08 de fevereiro de 1881, e mais tarde vendeu os direitos para a estrada de ferro metropolitana de New York City. Outras invenções por parte das mulheres incluídas uma ferrovia que cruza portão por Maria I. Riggin e várias patentes para a construção de vias férreas por Catherine L. Gibbon.
Apesar de não ser uma tradicional ferrovia, a ferrovia subterrânea era um crítico do sistema de transporte de escravos para a liberdade em meados de 1800. Um dos maestros mais famosos era Harriet Tubman. Entre 1850 e 1858, ela ajudou mais de 300 escravos alcançarem a liberdade.
Algumas invenções
O nosso passeio pelos inventos femininos começa em 1007, quando foi escrito o primeiro romance. O livro chamado “A história de Genji”, da autora japonesa Murasaki Shibiku, conta a história de um príncipe que procura amor e sabedoria.
A primeira patente concedida a uma mulher saiu quase 2 milhões de anos depois dos primeiros inventos lá da Idade da Pedra. Em 1809, a americana Mary Dixon Kies teve sua invenção reconhecida oficialmente. Ela criou um processo para tecer a palha, com seda ou fio, adequado para fabricar chapéus.
As patentes são a prova da propriedade intelectual de uma invenção. Até 1840, apenas vinte mulheres tinham feito o mesmo que Mary Kies. Uma mentalidade que foi mudando aos poucos e dando espaço para que mais inventoras assumissem suas criações.
Em 1886, Josephine Garis Cochran inventou a primeira máquina de lavar louça. Filha de um engenheiro, Josephine criou uma engenhoca de madeira, movida à manivela, que jogava água quente e sabão em pratos e talheres. Com o tempo, e depois de ganhar vários prêmios, Josephine conseguiu deixar a máquina mais moderna, funcionando automaticamente. O invento foi patenteado em 1900.
Em 1878, nascia Lillian Gilbreth, mãe de 12 filhos que dedicou grande parte da sua vida a estudar a melhor forma de desempenhar uma tarefa para aumentar a eficiência e a produtividade na indústria. Ela criou a chamada administração científica, que levava em conta estratégia, planejamento, além de noções de justiça e felicidade. O que torna as ideias de Gilbreth tão especiais é o fato de ela ter sido a primeira pessoa a usar a psicologia na gestão industrial.
Mais tarde, em 1891, vinha ao mundo aquela que inventou um dos melhores amigos da mulher: o sutiã. Mary Phelps Jacob, além de poeta e editora, era uma mulher que frequentava a alta roda da sociedade nova-iorquina. Um belo dia, ela se revoltou contra o espartilho, muito usado na época. Para ela, a peça apertava demais e ainda deixava gordurinhas à mostra no vestido.
Com a ajuda da empregada, Mary fez uma espécie de porta-seios com dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. Depois de confeccionar cópias para as amigas, resolveu comercializar a invenção. Mais tarde, vendeu a patente do produto para a Warner Bros., que faturou 15 milhões de dólares com o sutiã.
Marie Curie
Em 1898, Marie Curie e seu marido Pierre descobriram o elemento químico rádio. Ela passou o restante de sua vida realizando pesquisas sobre radiação e estudando terapia com radiação. Sua exposição constante à radiação fez com que ela desenvolvesse leucemia e levou a sua morte em 1934. Marie foi a primeira pessoa conhecida a receber dois prêmios Nobel em dois campos diferentes: química e física. Ela também foi a primeira professora mulher da Universidade de Paris. se desfazia a idéia da inferioridade da inteligência feminina.
Grace Brewster Murray Hopper (Grace Hopper) nasceu em Nova York em 9/12/1906, fazia parte da marinha norte americana, criou a biblioteca de rotina, a linguagem das máquinas estavam em octal (sistema numérico de base então levava um certo tempo para passar para o inglês, ela criou um programa que convertia linguagem em octal para inglês, criou o primeiro compilador, criou os termos bug e debug. É conhecida como “Grand lady of software”, “Amazing Grace” e “Grandma Cobol”. Ela foi praticamente a “mãe” do Cobol e revolucionou os conceitos de informática.
Randice-Lisa Altschul – O primeiro celular de papel
Ruthe Wakefield – Ela é a responsável pelo nascimento do biscoito de chocolate.
Lilian Molly Gilbreth – A rainha da ergonomia. Podemos agradecer a ela por uma lata de lixo com pedal, batedeira elétrica, prateleira dentro das portas dos refrigeradores, melhorias na cozinha.
Martha Coston – Inventou o sistema de sinalização pirotécnica, hoje conhecido como foguete de sinalização marítima.
Ruth Handler - Inventora da boneca Barbie, a boneca foi destinada a ser uma boneca de moda na adolescência.
Josephine Cochran – Inventou a máquina de lavara louças, um dia ela disse: “Se ninguém vai inventar a máquina de lavar louça, eu vou fazer sozinha.”
Mary Anderson – Mary Anderson inventou o limpador de pára-brisa. Anderson foi emitida uma patente para os limpadores em 1905.
Virginia Apgar – Apgar inventou um sistema de pontuação recém-nascido ou “Índice de Apgar” para avaliar a saúde dos recém-nascidos.
Barbara Askins – Desenvolveu uma forma totalmente nova de filme de processamento.
Elinor Ostrom – prêmio Nobel de Economia
Três mulheres- a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman – foram laureadas com o Prêmio Nobel da Paz de 2011.
Maria Sklodowska Curie e Maria Goeppert Mayer – Nobel de Física
Lise Meitner – descoberta da fissão nuclear
Chien-Shiung Wu – mostrou, experimentalmente, que a paridade podia ser quebrada em fenômenos envolvendo a interação fraca
Jocelyn Bell – Certo dia, enquanto analisava uma quantidade enorme de dados e gráficos produzidos pelo telescópio, Jocelyn notou algo estranho: uma pequena sucessão de sinais periódicos, ou pulsos, separados entre si por cerca de 1,5 minutos. Sinais com esse tipo de periodicidade costumam ser considerados como ruído proveniente de algum artefato humano. Hewish, ao receber o relato de Bell sobre esses sinais, achou que não valia à pena perder tempo com eles. Mas, Bell argumentou que o aparecimento dos pulsos coincidia com o “tempo sideral”, um intervalo característico do movimento diurno das estrelas.
Com essa evidência, surgiu até a suspeita de que os sinais pudessem ser provenientes de alguma civilização extra-terrestre. O pessoal do observatório, meio de troça e meio de esperança, passou a chamar a fonte desses sinais de LGM, ou “little green men”. Foi quando Bell descobriu outra fonte de pulsos, vindos de outra parte do céu, com um período um pouco menor, de 1,2 minutos. Duas civilizações de ETs mandando sinais para a Terra já era difícil de acreditar. Ficou então claro que os sinais vinham de estrelas. Um estudo mais aprofundado mostrou que as fontes eram estrelas de neutron em rápida rotação. Esse tipo de objeto passou a ser conhecido como “pulsar” e revelou-se muito importante para estudar alguns fatos cosmológicos
Esta é uma lista de A a Z das inventoras mulheres
A
Randi Altschul – Virgie Ammons – Betsy Ancker-Johnson – Mary Anderson – Virginia Apgar – Barbara Askins
B
Patricia E. Bath – Miriam E. Benjamin – Patricia Billings – Katherine Blodgett – Bessie Blount – Sarah Boone – Rachel Fuller Brown
C
Josephine Garis Cochran – Martha J. Coston – Dianne Croteau – Marie Curie
D, E, F
Marion Donovan – Gertrude Belle Elion – Edith Flanigen – Helen grátis – Sally Fox
G
Frances Gabe – Lillian Gilbreth – Sarah E. Goode – Bette Nesmith Graham – Temple Grandin – KK Gregory
H
Ruth Handler – Joycelyn Harrison – Elizabeth Lee Hazen – Beulah Henry – Dorothy Crowfoot Hodgkin – Krisztina Holly – Erna Schneider Hoover – Grace Hopper
I, J, K
Mary Phelps Jacob – Amanda Theodosia Jones – Marjorie Stewart Joyner – Anna Keichline – Mary Kies – Gabriele Knecht – Margaret Cavaleiro – Stephanie Louise Kwolek
L, M
Hedy Lamarr – Ada Lovelace – Sybilla Mestres – Ann Moore – Krysta Morlan
N, O, P, Q, R
Lyda Newman – Julie Newmar – Ellen Ochoa – Alice Parker H – Betty Rozier
T, U, V, W, X, Y, Z
Valerie Thomas – Ann Tsukamoto – Harriet Tubman – Lisa Vallino – Madame Walker – Mary Walton – Carol Wior
Informações:
http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=1519
http://7.de.364a.static.theplanet.com/showthread.php?t=447608
http://inventors.about.com/od/womeninventors/Women_Inventors.htm
http://itodas.uol.com.br/carreira/grandes-inventoras-9539.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulheres_na_ci%C3%AAncia
Na matemática http://www.rpm.org.br/conheca/30/2/mulheres.htm
Na Ciência http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142003000300016&script=sci_arttext
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulheres_na_ci%C3%AAncia
Brasileiras http://biosferams.org/2011/03/mulheres-e-a-ciencia/
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Fevereiro 21, 2012 - Publicado por A Livreira - 1 Comentário

Ingredientes: 1 pacote de mistura para bolo branco Um pequeno pacote de gelatina em pó de frutas 1 1/3 xícaras de melancia sem sementes cortados em cubos de 1 cm 3 claras de ovo 1 colher de sopa de óleo vegetal 1 xícara de chocolate em miniatura,opcional
Cobertura: 1/4 xícara de suco de melancia 1/2 xícara de manteiga,em temperatura ambiente 2 xícaras de açúcar em pó 2 pacotes de cream cheese,em temperatura ambiente 2-3 gotas de corante alimentício vermelho, opcional 2-3 gotas de corante alimentício verde, opcional 1/8 xícara de chocolate em miniatura, opcional
Como preparar: Pré-aqueça o forno a 180Cº.Unte e enfarinhe uma fôrma Bundt Cake. Em uma tigela média,misture a mistura de bolo e pó de gelatina até dar liga.Reserve. Em uma tigela grande,bata a melancia,as claras e óleo vegetal até ficar homogêneo. Na massa junte o corante vermelho até ficar bem misturado. Coloque os pedaços de chocolate,se usar. Despeje a massa preparada e leve ao forno cerca de 35 minutos até que um palito espetado no centro saia limpo. Deixa em temperatura ambiente antes de esfriar. Para a cobertura,misture o suco de melancia,a manteiga, o açúcar em pó e Cream Cheese até ficar fofo. Coloque no topo do bolo e algumas camadas nos lados do bolo. Adicione o corante vermelho no topo do bolo até conseguir uma cor de melancia rosada. Adicione o corante verde para a crosta nos lados do bolo para simular a casca de melancia. Coloque pedaços de chocolate ao redor do topo do bolo para fazer as sementes. Leve à geladeira. Retire da geladeira pelo menos 30 minutos antes de servir.
In http://virtualflavor.wordpress.com/2011/10/14/receita-bolo-de-melancia/
Vídeo em inglês com receita de Watermelon Bombe
http://www.marthastewart.com/337020/watermelon-bombe
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Fevereiro 9, 2012 - Publicado por A Livreira - 1 Comentário

#Registros Sonoros do Maranhão – A lenda do Rei Sebastião#
01 Os Deuses – Licença
02 Luz da Candeia – Cobrinha Verde – Touro e Cavalo Brabo – Caboclo da bandeira
03 O fogo
04 Chegou Dona Rosalina
05 A serpente
06 O tambor
07 Mina Lassaô
08 O sino da Sé
09 As águas do Itaqui
10 Madalena – Baiano grande
11 Visão da barca de Dom João – A barca de Dom joão – Visão da barca de Dom João
12 Ê-Manê-Forotar
13 Cidade dos Lençois
14 Encontro com o Rei Sebastião – Boi Turino – Rei, Ê Rei
15 Mãe Dudu explica a visita do Rei Sebastião à Casa de Nagô
16 Encontro de Dona Amada com o Rei Sebastião – Rei Sebastião na coroa
17 Três navios
18 Marinheiro – Quem desencantar Lençol põe abaixo o Maranhão
19 Licença – Os deuses
Entre as tradições da ilha de São Luís, no Maranhão, uma das mais impressionantes é a lenda do Rei Sebastião, guerreiro cruzado português que desapareceu nas areias do Marrocos durante a batalha de Alcácer – Quibir, em 1578, e retornou na forma de um touro negro que corre pela misteriosa Ilha dos Lençois no dia de São João. Se alguém, um dia, desafiar o touro e ferir com uma espada a estrela prateada em sua testa, a ilha de São Luís submergirá e do fundo das águas surgirá o “Reino de Queluz”.
Donwload:
A Lenda do Rei Sebastião
In
http://batuquebrasileiro.blogspot.com/search/label/Registros%20sonoros%20do%20Maranh%C3%A3o
e
http://musicamaranhense.blogspot.com/search/label/Colet%C3%A2neas
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Janeiro 5, 2012 - Publicado por A Livreira - 4 Comentários

Pau-brasil
No dia 3 de maio comemora-se o dia Nacional do pau-brasil
Nome Científico: Caesalpinia echinata
Família: Leguminosae-caesalpinoideae
Nomes Populares: ibirapitanga, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado e pau-de-pernambuco.
Origem: Mata Atlântica
Altura média: 8-40 metros
Folhas: Compostas, paripinadas, 12 a 20 folíolos com 1-2 cm

O pau-brasil, Caesalpinia echinata Lam., é a árvore nacional de acordo com a Lei n. 6.607 de 07/12/1978 e, três de maio – dia do pau-brasil. Nosso país é o único do mundo que possui o nome de uma árvore chamada pelos índios de Ibirapitanga (pau-vermelho) e, pelos portugueses, de Brasil. Trata-se de espécie da Mata Atlântica, que na época do descobrimento era abundante no litoral brasileiro, principalmente no trecho do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.
Em estudo realizado pelo naturalista francês Jean Baptiste Lamarck, a árvore do pau-brasil foi apresentada como tendo espinhos em seu tronco e galhos duros e pontiagudos destacando-se naturalmente no tronco. Sua casca é pardo-acinzentada ou pardo-rosada em suas partes salientes, seu miolo é vermelho, chegando a atingir até 40 metros de altura. As flores possuem pétalas amarelo-ouro, sendo uma delas denominada vexílio, por possuir matiz vermelho-púrpura e suas flores serem muito ornamentais. Seu fruto – a vagem – libera sementes, as quais possuem o formato de elipses, medindo de 1 a 1,5 cm de diâmetro.

Várias eram as suas utilidades – os índios o usavam na produção de seus arcos e flechas e na pintura de enfeites, antes mesmo dos portugueses aqui chegarem. Porém, a famosa brasilina – essência corante extraída da madeira, utilizada no tingimento de tecidos e na produção de tintas para desenho e pintura – era o que poderia render lucros e dividendos à Coroa. Portugal, que antes adquiria esta substância por intermédio dos mercadores que vinham do Oriente, (utilizado pelos europeus para tingir tecidos e para tinta de escrever. O pau-brasil substituía assim a Caesalpinia sappam L. da Ásia, que também produzia tinta vermelha, porém de qualidade inferior), visualizando um futuro promissor pela frente, tornou a exploração do pau-brasil posse exclusiva da Coroa.
A exploração da árvore do pau-brasil veio a ser a primeira atividade econômica empreendida pelos portugueses em território brasileiro. Sua extração foi fácil, pois o pau-brasil estava localizado em florestas adjacentes ao litoral e havia um intercâmbio permanente com os índios, que talhavam e conduziam as toras.

O pau-brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse uma autorização preliminar da Coroa portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por esta. O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, porém, em troca desta permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré-estipulada à Coroa e também edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos invasores.

Casca e miolo
Era proibido aos colonos explorar ou queimar a madeira corante. Os espanhóis, por consideração ao que dizia o Tratado de Tordesilhas, retiraram-se do litoral brasileiro, ao contrário dos piratas franceses que, ignorando tal tratado, passaram a extrair a madeira ilicitamente, inclusive lançando fogo na parte inferior do tronco, causando muitos incêndios, o que veio a provocar sérios prejuízos à mata. O fim do ciclo econômico do pau-brasil ocorreu no século 19, pela enorme carência da espécie nas matas e pela descoberta de um corante não natural correlativo.

Flor de pau-brasil
No ano de 1530, em alguns locais litorâneos, o pau-brasil já é insuficiente, apesar do Brasil ter mantido a exportação da madeira até o início do século XIX. A exploração era grosseira, destruindo boa parte de nossas florestas. Do início de seu tráfico restaram somente 3% de Floresta Atlântica e, por conseqüência, convivemos até hoje com o desmatamento indiscriminado que coloca em perigo nossa biodiversidade.

Flor do pau-brasil
Curiosidades
- Sua floração ocorre do final do mês de setembro até meados de outubro. Entre os meses de novembro e janeiro ocorre a maturação dos frutos.
- O pau-brasil era considerado extinto, quando em 1928 verificou-se a existência de uma árvore de pau-brasil em um lugar denominado Engenho São Bento, hoje Estação Ecológica da Tapacurá, pertencente à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP).
Atualmente, a espécie está tão ameaçada quanto diversas outras que povoam a Mata Atlântica, que apesar de ser um dos ecossistemas de maior diversidade é também um dos mais ameaçados do planeta. Para que a árvore do pau-brasil, tão importante para a nossa história, não se torne desconhecida, o Jardim Botânico de São Paulo implantou, em 1979, um “bosque de pau-brasil”, na intenção de preservá-lo para que mais brasileiros conheçam esta espécie.

Flor Pau Brasil (2008) Óleo sobre tela by Nita
Bibliografia
Para colorir: http://www.smartkids.com.br/conteudo/desenhos-para-colorir/dia-da-arvore/pau-brasil.gif
http://www.uje.com.br/institucional/projetos/puamuv/arquivos/desenho-colorir-pau-brasil.jpg
http://www.udr.org.br/tecnicas_plantio2.htm
http://www.geocities.com/Baja/Mesa/7068/Descobrim_pbrasil.html
http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/paubrasil/cap2/testemunha.htm
http://www.coladaweb.com/hisbrasil/ciclo_paubrasil.htm
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=537
http://www.paubrasil.org.br/curiosidade.htm
http://www.manacas.org/paubrasil.htm
http://www.arvores.brasil.nom.br/paubras1/index.htm
Site específico: http://www.pau.brasil.nom.br/ [Documento PDF: http://www.pau.brasil.nom.br/PAU_BRASIL_2007_francismar.pdf]
Programa “Um pé de quê”, Árvores Brasileiras: http://www.plantarum.com.br/pau-brasill.html
Bosques da Ciagri, USP: http://www.esalq.usp.br/trilhas/lei/lei04.php
Livro a respeito: http://www.axismundieditora.com.br/paubrasil.htm
Lei portuguesa sobre o pau-brasil (Documento histórico): http://www2.uol.com.br/linguaportuguesa/paubrasil.html
Pesquisa de Imagens Pau Brasil: http://images.google.com.br/images?q=caesalpinia%20echinata&hl=pt-BR&lr=&sa=N&tab=wi
Dados e fotos: http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./natural/index.html&conteudo=./natural/arvores/pau_brasil.html
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=V_KMZvmWPmc
Violino: http://g1.globo.com/videos/parana/v/a-fabrica-de-violinos-artesanais/1704817/
http://www.youtube.com/watch?v=NP13rQS6Axk
http://www.youtube.com/watch?v=JyDjC3M18oQ&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=VPPHFSUC0aY&feature=player_embedded
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Dezembro 13, 2011 - Publicado por A Livreira - 3 Comentários
O garoto Azul
Uma canção de acalanto
A versão mais comum da rima:

Garoto Azul tem pressa,
Vem tocar tua corneta,
Há ovelhas no pasto,
Vacas no milharal;
Onde está aquele menino
Que cuida das ovelhas?
Sob o palheiro
Dormindo.
Você vai acordá-lo?
Oh, não, eu não,
Porque, se eu o faço
Ele certamente irá chorar.

Algumas versões não incluem as duas últimas linhas.

Versões mais antigas incluem:

Garoto Azul tem presa,
Vem soprar o seu chifre,
Há ovelhas no pasto,
Vacas no milharal;
Mas onde está o menino
Que cuida das ovelhas?
Ele está sob um monte de feno,
Dormindo.
Você vai acordá-lo?
Não, eu não,
Porque, se eu o faço,
Ele tem certeza de chorar.
A mais antiga versão impressa da rima é do Livro Tommy Thumb da canção Little (c. 1744), mas a rima pode ser muito mais velha. Pode ser em alusão a Shakespeare’s Rei Lear (III, VI), quando Edgar, Juiz togado, diz:
EDGAR — Procedamos com justiça. Dormes ou velas, belo pastorzinho? Teu anho está no trigo. Mas a um grito de tua rósea boca, não correrá perigo. Prrr! O gato é cinzento.
Tem sido argumentado que a história do garoto Azul teve a intenção de representar o cardeal Wolsey, que era filho de um açougueiro da cidade de Ipswich, que pode ter agido como um hayward[1] para o gado de seu pai, mas não há evidências mais contundentes para sustentar esta afirmação.

A história do garoto Azul
por L. Frank Baum
Garoto Azul tem presa vêm soprar seu chifre.
Há ovelhas no prado, há vacas no milharal;
Onde está o menino que cuida das ovelhas?
Ele está sob o palheiro, dormindo!
Certa vez, havia uma pobre viúva que para sobreviver ela e seu único filho podiam ser vistos recolhendo nos campos os talos de grãos que haviam sido perdidos pelos segadores[2]. Sua pequena casa estava ao pé de um belo vale, na beira do rio que serpenteava por entre as colinas verdes, e apesar de pobres, ela estava contente com sua sorte, pois sua casa era agradável e seu filho lindo era um constante deleite para ela.
Ele tinha grandes olhos azuis, e pequenos cachos dourados, e ele amava a sua boa mãe profundamente, e nunca esteve mais satisfeito do que quando ela permitiu que ele pudesse ajudá-la com o seu trabalho.

E assim os anos se passaram alegremente até que o menino tinha oito anos, mas depois a viúva caiu doente, e seu pequeno negócio para ter dinheiro foi se afastando gradualmente.
”Eu estou sem saber o que devemos fazer para o pão”, disse ela, beijando seu filho com lágrimas nos olhos, “pois ainda não estou forte o suficiente para o trabalho, e não temos dinheiro sobrando.”
“Mas eu posso trabalhar”, respondeu o menino, “e eu tenho certeza que se eu for para o Salão o cavalheiro vai me dar algo para fazer.”
No início, a viúva estava relutante em concordar com isso, uma vez que ela gostava de manter seu filho ao seu lado, mas, finalmente, como nada mais poderia ser feito, ela decidiu deixá-lo ir para ver o Nobre.

- by William Wallace Denslow
Sendo orgulhosa demais para permitir que seu filho fosse para a casa grande em suas roupas esfarrapadas, ela fez-lhe um terno novo do que fora um lindo vestido azul que ela tinha desgastado em tempos mais felizes, e quando terminou e o menino já se encontrava vestido com o terno, ele parecia tão bonito como um príncipe em um conto de fadas. As calças eram azuis, também, e ela pegou as fivelas de prata de seus próprios sapatos e colocou nos calçados dele para que ele pudesse parecer mais elegante. Para que o casaco azul magnífico combina-se com seus olhos repartiu seus cachos para que seus olhos proporcionassem boa vantagem, e apenas a cor azul combinava com a de seus olhos. E então ela escovou os cachos e colocou o seu grande chapéu de palha sobre eles e mandou-o embora com um beijo para ver o Nobre senhor.

Acontece que o grande homem estava andando em seu jardim pela manhã com a sua filha Margareth a qual se referia carinhosamente como Madge e estava se sentindo de um modo particularmente feliz, pois que, quando de repente ele olhou para cima e viu um menino diante dele, disse ele, gentilmente,
“Bem, meu filho, o que posso fazer por você?”
“Se o senhor, por favor, senhor”, disse o menino, bravamente, embora ele tenha se assustado ao se ver reunido face a face com o Nobre, “Eu quero que o senhor me dê algum trabalho a fazer, para que eu possa ganhar dinheiro.”
“Ganhar dinheiro!” repetiu o Nobre, “por que você deseja ganhar dinheiro?”
“Para comprar comida para a minha mãe, senhor. Nós somos muito pobres, e uma vez que ela não é mais capaz de trabalhar para mim eu gostaria de trabalhar para ela.”
“Mas o que você pode fazer?” perguntou o Nobre, “você é pequeno demais para trabalhar nos campos.”
“Eu poderia fazer alguma coisa, senhor, eu não poderia?”
Seu tom era tão alegando que Madge que era amorosa foi incapaz de resistir a ele, e até mesmo o Nobre foi tocado. A jovem se aproximou e pegou a mão do menino em sua própria, e pressionando para trás seus cachos, ela beijou bondosamente sua bochecha.

“Você será o nosso pastor”, disse ela, agradavelmente, “e manterá as ovelhas nos prados e as vacas longe do milho. Sabe pai,” ela continuou, voltando-se para o Nobre, “Recordo-me que foi apenas ontem que você disse que deveria ter um menino para cuidar das ovelhas, e este menino pode fazê-lo bem”.

by Eulalie Banks
“Muito bem”, respondeu o Nobre senhor, “será como você diz, e se ele for atento e vigilante, ele será capaz de salvar-me de um bom bocado de problemas e assim realmente ganhar o dinheiro dele.”
Então ele se virou para a criança e disse:
“Vinde a mim, de manhã, meu homenzinho, e eu lhe darei um chifre de prata para tocar, que você pode usar para chamar as ovelhas e as vacas sempre que se desviarem. Qual é seu nome?”
“Oh, não importa seu nome, papai!” interrompeu a filha do senhor, “Eu vou chamá-lo de Azul, pequeno Azul, já que ele está vestido de azul dos pés à cabeça, e sua vestimenta, coincide com os seus olhos. E você deve dar-lhe um bom salário, também, pois certamente o Nobre nunca antes teve um jovem pastor tão bonito”.
“Muito bom”, disse o Nobre, alegremente, beliscando as bochechas rosadas da filha; “ser vigilante, pequeno garoto Azul, e você será bem pago.”

Então o pequeno garoto Azul muito doce agradeceu-lhes ao mesmo tempo e correu de volta sobre a colina e para o vale, onde sua casa estava situada na margem do rio, para dizer a boa notícia à sua mãe.
A pobre viúva chorou lágrimas de alegria quando ouviu sua história, e sorriu quando lhe disse que seu nome era para ser pobre menininho. Ela sabia que o Nobre era um mestre bondoso e seria bom para seu filho querido.
Na manhã seguinte, o pequeno garoto Azul foi ao salão, e administrador do Nobre deu-lhe um chifre de prata novo, que brilhava intensamente sob o sol, e um cordão de ouro para prendê-lo ao pescoço. E então ele foi encarregado das ovelhas e das vacas, e disse para mantê-las afastadas da lezíria[3] e os campos de cereais.
Não foi um trabalho árduo, mas adaptado à idade do pequeno Azul, e ele estava atento e vigilante e o menino fez um bom trabalho como pastor de fato. Sua mãe precisava de alimentos e o Nobre pagava seu filho liberalmente, e a filha do Nobre fez do pastor seu favorito a pequena gostava de ouvir o chamado de seu chifre de prata ecoando entre as colinas. Até mesmo as ovelhas e as vacas gostavam dele, e sempre obedeciam ao som da sua corneta, portanto o milharal do Nobre prosperou finamente, e nunca mais foi pisoteado.

O pequeno garoto Azul era muito feliz agora, e sua mãe permanecia orgulhosa e contente e começou a melhorar de saúde. Depois de algumas semanas ela se tornou forte o suficiente para deixar a casa de campo e andar um pouco nos campos a cada dia, mas ela não podia ir longe, porque seus membros estavam muito fracos para sustentar por demasiado tempo o peso do seu corpo, então o máximo que podia foi caminhar na medida em que recebia o pequeno Azul quando ele chegava do trabalho à noite. Então ela se inclinava e apoiava em seu ombro e voltava para a casa com ele, e o garoto era muito feliz porque ele poderia, assim, sustentar a mãe querida e ajudá-la nos passos vacilantes.
Todavia um dia uma grande desgraça veio sobre eles, pois é verdade que nenhuma vida pode ser tão feliz, mas que a tristeza se infiltrará para temperá-la.

O pequeno garoto Azul veio para casa uma noite muito leve de coração e assobiava alegremente enquanto caminhava, pois ele achava que logo deveria encontrar sua mãe que o aguardava no estilo[4] com um bom jantar posto sobre a mesa na pequena cabana. Mas quando ele se aproximou do estilo sua mãe não estava à vista, e em resposta ao seu apelo um gemido baixo de dor chegou aos seus ouvidos.

- Estilo de Madeira
O pequeno garoto Azul saltou sobre o estilo e encontrou deitada no chão a sua querida mãe, com o rosto branco ele empatou com o sofrimento e as lágrimas de angústia correram pelo seu rosto. Ela escorregou sobre o estilo e caiu, e sua perna estava quebrada!
O garoto Azul rápido correu para a cozinha e pegou água e molhou o rosto da pobre mulher levantando sua cabeça para que ela pudesse beber. Não havia vizinhos, a casa ficava sozinha junto ao rio, no que a criança foi obrigada a sustentar sua mãe em seus braços o melhor que pôde, enquanto ela se arrastou penosamente de volta para a casa de campo. Felizmente, não estava longe, e finalmente ela foi seguramente colocada sobre sua cama. Então o pobre menininho começou a pensar o que ele deveria fazer em seguida
“Posso deixá-la sozinha enquanto eu vou buscar o médico, mamãe?” ele perguntou, ansiosamente, enquanto segurava suas mãos entrelaçadas firmemente em seus dedos fininhos. Sua mãe os levou em direção a ela e beijou-os.
“Pegue o barco, querido”, ela disse, “e vá buscar o médico da aldeia. Serei paciente até você voltar.”
O garoto Azul apressado correu para a margem afastada do rio e soltou o barco rapidamente, e então ele seguiu determinado descendo o rio até que passou a curva e chegou à bonita vila abaixo. Quando ele finalmente encontrou o médico e disse do infortúnio de sua mãe, o bom homem prometeu atendê-lo de uma vez, e logo eles estavam sentados no barco e em seu caminho para a casa de campo.
Estava muito escuro por esta altura, mas garoto Azul conhecia cada curva e recurva do rio, e o médico o ajudou a puxar os remos, para que, finalmente, chegassem ao lugar onde uma luz fraca brilhava através da janela da casa. Eles descobriram que a pobre mulher estava padecendo com muita dor, mas o médico rapidamente e resolutamente enfaixou sua perna, e deu-lhe alguns remédios para aliviar seu sofrimento. Era quase meia-noite quando tudo estava terminado e o médico estava pronto para começar a volta para a aldeia.
“Cuide bem de sua mãe”, disse ele ao menino, “e faça com que ela não se preocupe, pois não está tão mal. A perna vai se consertar muito bem no devido tempo, mas ela deve repousar na cama por muitos dias, e você deve cuidar dela tão bem quanto você é capaz.”
Durante toda a noite o menino sentou ao lado da cama, molhando a testa febril de sua mãe e ministrando a ela o remédio. E quando o dia clareou, ela estava descansando com facilidade e a dor tinha deixado-a, acordando a mãe disse ao pequeno Azul “você deve ir para seu trabalho”.
“Ande”, disse ela, “mais do que nunca agora precisamos do dinheiro que você ganha do Nobre, como o meu infortúnio irá acrescentar despesas as nossas vidas, e nós temos o médico a pagar. Não tenha medo de me deixar, porque eu devo descansar e dormir tranquilamente na maioria das vezes quando você estiver ausente”.
O garoto Azul não gostava nada da idéia de deixar sua mãe sozinha, mas ele não sabia de ninguém que ele pudesse pedir para ficar com ela, por isso ele colocou comida e água ao lado da cama, e comeram um pequeno almoço, escasso mesmo, e começou a cuidar das ovelhas.
O sol estava brilhando, e os pássaros cantavam docemente nas árvores, e os grilos cantavam tão alegremente como se este grande problema não tivesse chegado ao pequeno garoto Azul para entristecê-lo.
Mas ele ficou bravamente no seu trabalho, e por várias horas, ele observava cuidadosamente os homens no trabalho nos campos, e a filha do Nobre, que estava sentada bordando na varanda da casa grande, ouviu muitas vezes o som da sua corneta quando ele chamava as ovelhas desgarradas para o seu lado.
Mas ele não tinha dormido a noite inteira, e ele estava cansado com a sua longa vigília na cabeceira de sua mãe, e assim, apesar de si mesmo os cílios se inclinam, ocasionalmente, sobre os olhos azuis, pois ele era apenas uma criança, e as crianças sentem a perda de dormir mais do que pessoas mais velhas.

Ainda assim, o pequeno garoto Azul não tinha a intenção de dormir enquanto ele estava de plantão, e lutou bravamente contra a sonolência que estava rastejando sobre ele. O sol brilhava muito quente naquele dia, e ele caminhou para o lado com sombra de um grande palheiro e se sentou no chão, inclinando-se de costas contra a pilha.
As vacas e as ovelhas foram discretamente caminhar perto dele, e ele as observou intensamente por um tempo, ouvindo o canto dos pássaros, e o tilintar suave dos sinos sob os carneiros, e as canções distantes dos ceifeiros que a brisa trouxe para seus ouvidos.
E antes que ele percebesse os seus olhos azuis tinham fechado rapidamente, e a cabeça dourada se deitou sobre o feno, e o pequeno garoto Azul estava dormindo e sonhando que sua mãe estava bem de novo e estava próximo ao estilo para recebê-lo.

by Alice Schlesinger Whitman
Uma das ovelhas desviou para perto da borda do campo e fez uma pausa, esperando pelo aviso sonoro da corneta. E a brisa trazia o cheiro do milho de cultivo às narinas das vacas e as tentavam a chegar cada vez mais perto para a festa proibida. Mas o chifre de prata ficou em silêncio, e em pouco tempo as vacas foram alimentar-se do milharal saindo da zona permitida e as ovelhas estavam se divertindo em meio às gramíneas suculentas nos prados.
O Nobre senhor estava retornando de um passeio longo, cansado só queria esta em suas fazendas, e quando ele veio para o milharal e viu as vacas pisando o grão e alimentando-se dos talos de ouro, ele ficou muito zangado.
“Pequeno garoto Azul! “ele gritou”;! Oh, pequeno garoto Azul, venha tocar sua corneta!” Mas não houve resposta. Ele montou em seu cavalo e descobriu que as ovelhas estavam no fundo dos bosques, o que o deixou mais irritado ainda.
“Venha aqui, Isaac”, disse ele ao rapaz que trabalha na fazenda que passava, “onde esta o pequeno garoto Azul?”
“Ele está sob o palheiro, sua graça, dormindo!” Isaac respondeu com um sorriso, pois ele tinha passado por ali e viu que o menino estava deitado dormindo.
“Você vai lá acordá-lo?” perguntou o Nobre, “porque ele deve expulsar as ovelhas e as vacas antes de provocarem mais danos.”
“Não eu, senhor”, respondeu Isaac, “se eu acordá-lo ele vai certamente chorar, pois ele é apenas um bebê, e não pode com as ovelhas. Mas eu mesmo expulsarei para a sua graça,” e ele correu a fazê-lo, pensando que agora o Nobre lhe daria o lugar do pequeno garoto Azul, e torná-lo-ia o pastor, cargo, por Isaac há muito cobiçado.
A filha do Nobre, ouvindo os tons de raiva da voz de seu pai, saiu para ver o que estava errado, e quando ouviu que o pequeno garoto Azul tinha falhado em sua confiança, ela ficou profundamente triste, pois ela amava muito a criança.
O Nobre senhor desmontou de seu cavalo e foi para onde o menino estava dorminado.
“Despertai!” disse ele, “sacudindo-o pelo ombro”, e afaste-se de minhas terras, você traiu a minha confiança, e deixou as ovelhas e as vacas perdidas nos campos e prados!”
O pequeno garoto Azul começou a acordar de uma vez e esfregou os olhos, e então ele fez como Isaac profetizou, e começou a chorar amargamente, pois seu coração estava ferido porque ele falhou em seu dever para com o Nobre bom e assim tinha perdido a sua confiança.
Mas a filha do Nobre ficou comovida pelas lágrimas da criança, então ela o levou ao colo e consolo-o, perguntando:
“Por que você dorme, pequeno garoto Azul, quando você deve vigiar as vacas e as ovelhas?”
“Minha mãe quebrou a perna”, respondeu o garoto, entre soluços, “e eu não dormi toda a noite passada, mas sentei-me ao seu lado cuidando dela foi difícil e eu tentei não cair no sono, mas não pude evitar.; e oh, Nobre! Espero que me perdoe esta vez, por causa de minha pobre mãe! “
“Onde é que sua mãe mora?” perguntou o Nobre, num tom gentil, pois ele já havia perdoado o pequeno garoto Azul.
“Na cabana à beira do rio”, respondeu a criança, “e ela está sozinha, pois não há ninguém por perto para nos ajudar com nossos problemas.”
“Venha”, disse Madge, ajudando-o a levantar-se, segurou sua mão, “leva-nos a tua casa, e vamos ver se não podemos ajudar a tua pobre mãe.”
Assim, o Nobre, sua filha e o pequeno garoto Azul foram todos caminhando até a pequena cabana, e o Nobre dignitário teve uma longa conversa com a pobre viúva. E nesse mesmo dia uma cesta grande de iguarias foi enviada para a casa de campo, e mandou a criada pessoal de Madge ir para a casa da viúva e cuidar dela cuidadosamente até que ela tivesse se recuperado.
De modo que depois de tudo o pequeno Azul fez mais pela sua querida mãe por adormecer do que ele poderia se tivesse se mantido acordado, pois depois que sua mãe estava bem de novo o Nobre deu-lhes uma casa bonita para viver bem próxima da casa grande e a filha do Nobre ficava cada vez mais com seu bom amigo, e ambos conversavam a propósito dos confortos da vida.
E o pequeno garoto Azul não adormeceu novamente no seu posto, e vigiou as vacas e as ovelhas fielmente por muitos anos, até que ele cresceu e amadureceu. Nesse tempo tinha sua própria fazenda.

Ele sempre disse que o acidente de sua mãe trouxe-lhe boa sorte, mas eu acho que foi sim o seu coração amoroso e sua devoção à sua mãe que fez com que tivesse amigos. Pois ninguém tem medo de confiar em um rapaz que gosta de servir e cuidar de sua mãe.
[Fim]

Garoto Azul in HQ Fábulas
[1] Oficial encarregado de sebes e cercas em torno de uma cidade comum, especialmente para impedir o gado de romper e de confiscar gado tresmalhado
[2] Aquele que trabalha na sega ou ceifa do trigo ou de outros cereais.
[3] Terra plana, às margens de um rio, e que se alaga por ocasião das cheias.
[4] Um estilo é uma estrutura que proporciona às pessoas uma passagem através ou sobre uma cerca ou fronteira através de passos, escadas, ou lacunas estreitas. Stiles em inglês, é muitas vezes construída em áreas rurais ou ao longo de percursos pedestres para permitir o acesso a um campo ou área adjacente separados por um muro, parede ou hedge. Ao contrário de um portão, não há nenhuma chance de esquecer-se de fechá-lo, e deve quebrar o estilo, a cerca permanece intacta (animais não podem escapar). No entanto, stiles podem muito bem ser difíceis de usar por alguma pessoas desabilitada e com mobilidade reduzida.
______________________
Adaptado do Conto de L. Frank Baum: The Story Of Blue Little Boy
The story of Blue Little Boy book online
http://www.readbookonline.net/readOnLine/6411/

Autor de O Mágico de Oz

Lyman Frank Baum (15 Maio, 1856 – 6 de Maio, 1919) escritor e teosofista norte-americano. Foi criador de um dos mais populares livros jamais escritos na literatura americana infantil – O Mágico de Oz. Em 1897, tornou-se membro da Sociedade Teosófica, incorporando freqüentemente em seus livros temas e símbolos desta doutrina.
Outras aventuras
Title: Boy Blue and His Friends
Author: Etta Austin Blaisdell and Mary Frances Blaisdell
Illustrator: Maud Touser
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Little Boy Blue In Prose – audiobook
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Conheça:
O Menino Azul – Cecília Meireles
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Dezembro 11, 2011 - Publicado por A Livreira - Comentários
Os cisnes selvagens


Los seis cisnes by VKart in Fantasy
De Hans Christian Andersen
(The Wild Swans)
| Havia um rei que tinha onze filhos e uma filha chamada Elisa. Ao ficar viúvo, pensou em se casar outra vez e, de fato, contraiu matrimônio com uma perversa mulher, que, logo, começou a odiar os enteados. Maltratava-os continuadamente e tornava-lhes impossível à vida. Um dia, mandou a pequena Elisa ao campo, para que vivesse com os camponeses e conseguiu que uma bruxa transformasse os meninos em cisnes. Passaram-se os anos. Elisa, que se tornara uma belíssima donzela, voltou ao palácio. A madrasta, vendo-a tão formosa e inteligente, colocou-lhe na água do banho três sapos, para que se transformasse em moça feia, estúpida e má. Mas a bondade de Elisa era tamanha que os três horríveis bichos, ao seu contato, se converteram em três esplêndidas rosas. A madrasta, enraivecida, untou com um ungüento negro o rosto e o corpo da princesinha e emaranhou-lhe completamente os cabelos. Transformou-a de tal maneira que o pai tomou-a por uma impostora e expulsou-a do reino. |
|
Apenas posta fora do palácio, Elisa dedicou-se a procurar seus irmãos. Caminhava o dia inteiro, alimentava-se com frutos silvestres e passava a noite dormindo embaixo de uma árvore qualquer. Afinal, chegou a um grande rio. O sol estava se pondo e a jovem viu chegarem à margem da corrente onze cisnes alvíssimos, que possuíam cada qual a sua coroa de ouro. As aves pousaram perto dela, batendo as grandes asas e, no momento exato em que o sol desaparecia no horizonte, transformaram-se em onze garbosos rapazes. Eram seus irmãos, que a abraçaram e lhe contaram a magia feita contra eles pela bruxa, por ordem da madrasta e em virtude da qual só readquiriam a forma humana depois do por do sol. “Amanhã, iremos a um país distante”, disse o mais velho, “e tu irás conosco.”
Passaram a noite inteira tecendo uma rede com a casca flexível do salgueiro e as varinhas dos juncos. Quando amanheceu, nela colocaram Elisa e, sustentando com o bico as bordas da rede, saíram voando. Após muitas horas, chegaram ao longínquo país, entraram numa gruta situada no meio de um bosque e ficaram dormindo. Só Elisa vigiava, rogando a Deus o meio de salvar os irmãos. Apenas cerrou os olhos, apareceu-lhe em sonho belíssima fada, que lhe disse: “Para libertares teus irmãos do malefício de que são vítimas inocentes, tens que colher todas as urtigas que puderes esmagá-las com teus pés até que se desprendam fibras, com as quais deverás tecer onze túnicas. Durante todo o tempo que este trabalho durar, não poderá pronunciar uma só palavra, pois, do contrário, graves desgraças recairão sobre os teus irmãos. Por último, quando as túnicas estiverem prontas, atirarás cada uma num dos cisnes-príncipes e eles votarão a serem homens para o resto da vida.” Na manhã seguinte, Elisa, lembrando-se do sonho, começou o penoso trabalho.
Um dia, quando estava sozinha na gruta, a tecer as túnicas, ouviu ressoar no bosque os sons de trombetas de caçar e ladrar de cães. Pouco depois, um grupo de caçadores surgiu entre as árvores. O rei do país, que fazia parte da turma de caçadores, ficou impressionado com a beleza de Elisa e decidiu casar-se com ela, embora não conseguisse nenhuma resposta às perguntas, que lhe dirigiu. Levou-a para o palácio, com ela se casando já no dia seguinte. Feita rainha, Elisa continuava tecendo as túnicas sem proferir uma única palavra, até que, afinal, todos acreditaram que era muda.
Alguns cortesãos, invejosos do amor que o rei sentia por ela, foram dizer-lhe que a rainha não passava de uma feiticeira. Certa noite, enquanto a infeliz soberana havia descido ao jardim para colher urtigas, o rei a viu e, pensando que estava colhendo ervas maléficas, convenceu-se de que ela era mesmo uma bruxa. Embora muito magoado, entregou-a ao julgamento do povo. Este condenou a suposta feiticeira a morrer queimada. A desditosa (infeliz) moça não deixou escapar nenhuma palavra ou suspiro para mostrar sua inocência e, na escura prisão onde tinha sido encerrada, continuava tecendo as túnicas. Trabalhou também no próprio carro em que ia sendo conduzida para o suplício. Quando, porém, atravessava uma ponte que levava ao lugar da fogueira, a jovem, que havia, então, terminado as onze túnicas, viu os alvos cisnes, que nadavam lá embaixo, no rio. Proferindo, então, exclamações de júbilo, jogou as túnicas sobre as onze aves. Estas, no mesmo instante recuperaram sua figura humana e foram explicar tudo ao rei. Quando Elisa, que havia desmaiado de emoção, abriu os olhos, viu-se amparada nos braços de seu real esposo e rodeada por onze irmãos, que a levaram triunfalmente para o palácio real.
Fonte: O Livro dos Nossos Filhos (Vol.1), 1959, Editora Alfa.
Versão brasileira de “El Libro de Nuestros Hijos”, editado por UTEHA do México
Animação

Links e capa
http://ne-miguelito.com/viewtopic.php?f=51&t=57988
–
Os Seis Cisnes



Dos Irmãos Grimm.
Estando um rei a caçar numa grande floresta, saiu em perseguição de uma peça com tal fervor, que nenhum dos seus companheiros conseguiu segui-lo.
Ao anoitecer parou o seu cavalo e olhando em redor, apercebeu-se de que se tinha perdido e, embora tratando de procurar uma saída, não conseguiu encontrar nenhuma. Viu então uma velha, que se aproximava. Era uma bruxa.
-Boa senhora – disse o rei – Podia indicar-me um caminho para sair da floresta?.
-Oh, sim, Senhor Rei – respondeu à velha-. Posso sim, mas com uma condição. Se não aceitar, nunca sairá desta floresta. E morrerá à fome.
-E que condição é essa? -perguntou o rei.
-Tenho uma filha – declarou a velha -, bela como não encontrará outra igual no mundo inteiro, e muito digna de ser a sua esposa. Se comprometer-se a torná-la Rainha, mostrar-lhe-ei o caminho para sair da floresta.
O Rei, embora angustiado no seu coração, aceitou o acordo, e a velha o levou à sua casinha, onde a sua filha estava sentada junto ao fogo. Recebeu o rei como se estivesse à sua espera, e embora o rei comprovasse que era realmente muito bela, não gostou dela, e não conseguia olhar para ela sem um secreto terror.
Quando a donzela montou no seu cavalo, a velha indicou o caminho ao Rei, e o casal chegou sem contratempos ao palácio, onde pouco depois foi celebrado o casamento.
O rei já tinha sido casado, e da sua primeira esposa tinha ficado com sete filhos: seis rapazes e uma rapariga, aos quais amava mais que tudo no mundo.
Temendo que a madrasta os tratasse mal ou lhes causasse alguma vez algum mal, levou-os a um castelo solitário, que surgia no meio de uma floresta.
Estava tão oculto e o caminho que levava até lá era tão difícil, que nem ele próprio teria sido capaz de segui-lo se não fosse por um novelo de lã maravilhoso que uma fada lhe tinha oferecido. Quando o lançava à sua frente, desenrolava-se sozinho e mostrava-lhe o caminho.
Mas o rei saia com tanta freqüência para visitar os seus filhos, que aquelas ausências chocaram a rainha, que sentiu curiosidade por saber o que ia fazer sozinho à floresta. Subornou os criados, e estes revelaram os segredos, contanto também o referente ao novelo, o único capaz de indicar o caminho. Desde então a mulher não descansou até averiguar o local onde o seu marido guardava a milagrosa madeixa.
Depois confeccionou umas camisolas de seda branca e, pondo em prática as artes de bruxaria aprendidas com a sua mãe, enfeitiçou as roupas.
Um dia em que o rei saiu para caçar, pegou nas camisolas e dirigiu-se para a floresta. O novelo indicou-lhe o caminho.
As crianças, ao ver ao longe que alguém se aproximava, pensando que seria o seu pai, correram para recebê-lo, cheios de alegria. Então ela tirou de cada um, uma das camisolas e, ao tocar os seus corpos, transformou-os em cisnes, que fugiram voando por cima da floresta. Já satisfeita, regressou a casa acreditando que estava livre dos seus enteados. Mas resultou que a rapariga não tinha saído com os seus irmãos, e a rainha ignorava a sua existência.
No dia seguinte, o rei foi visitar os seus filhos e só encontrou a rapariga.
-Onde estão os teus irmãos? – perguntou o rei.
-Ah, meu pai! – respondeu a pequena – Foram embora e deixaram-me sozinha – e contou o que tinha visto desde a janela: cómo os irmãos transformados em cisnes tinham saído a voar por cima das árvores; e mostrou as penas que tinham deixado ao cair e ela tinha apanhado.
O rei entristeceu-se, sem pensar que a rainha fosse a artista daquela maldade. Temendo que também fosse roubada a rapariga, quis levá-la com ele. Mas a pequena tinha medo da sua madrasta, e rogou ao pai que lhe permitisse pasar aquela noite no castelo solitário.
Pensava a pobre rapariga: “Não posso ficar aqui! Tenho de sair e procurar os meus irmãos” E, ao chegar à noite, fugiu através da floresta. Andou toda a noite e todo o dia seguinte sem descansar, até que o cansaço a venceu.
Vendo uma cabana solitária, entrou nela e encontrou um quarto com seis camas pequenas, mas não se atreveu a deitar-se em nenhuma, deslizando assim debaixo de uma delas, disposta a passar a noite no duro chão. Mas ao por do sol ouviu um rumor e, ao mesmo tempo, viu seis cisnes que entravam pela janela. Posaram no chão e sopraram-se mutuamente as penas, até que estas caíram, deixando a sua pele de cisne alisada como uma camisola. Então a rapariga reconheceu os seus irmãos e, feliz, saiu de debaixo da cama.
Também se alegraram eles ao ver a sua irmã, mas a alegria foi de curta duração.
-Não podes ficar aqui – disseram-lhe-, pois isto é uma guarida de bandidos. Se te virem aqui quando chegarem, irão matar-te.
-E vocês não me podem proteger? -perguntou a rapariga.
-Não – responderam eles-, pois só nos é permitido livrar-nos, cada noite, da nossa plumagem de cisne durante um quarto de hora, tempo durante o qual podemos viver na nossa figura humana, mas depois voltamos a transformarmos em cisnes.
Perguntou a irmãzinha, chorando: – E não há forma de vos tirar o feitiço?
-Não – disseram eles-, as condições são demasiado terríveis. Deverias permanecer durante seis anos sem falar nem rir, e neste tempo terias que confeccionarmos seis camisolas de “velloritas”. Uma única palavra que saísse da tua boca, deitaria tudo a perder.
E quando os irmãos disseram isto, passado já o quarto de hora, voltaram a levantar voo, saindo pela janela. Mas a moça tinha adotado a firme resolução de redimir os seus irmãos, mesmo que lhe custasse a vida.
Saiu da cabana e foi à floresta, onde passou a noite, oculta entre os ramos de uma árvore. Na manhã seguinte começou a recolher “velloritas” para fazer as camisolas. Não podia falar com ninguém, e quanto a rir, bem poucos motivos tinha. Levava já muito tempo naquela situação, quando o rei daquele país, indo de caça pela floresta, passou perto da árvore que servia de morada à rapariga.
Uns monteiros viram-na e chamaram-na.
-Quem és? – Mas ela não respondeu. – Baixa da árvore – insistiram os homens -. Não te faremos mal.
Mas a donzela limitou-se a sacudir a cabeça. Os caçadores continuaram a acossá-la com perguntas, e ela atirou-lhes a corrente de ouro que levava ao pescoço, pensando que assim ficariam satisfeitos. Mas como os homens insistiram, atirou o cinto e depois as ligas e, pouco a pouco, todas as prendas das que se pode desprender, ficando por fim, só com a camisola.
Mas os teimosos caçadores subiram à árvore e, descendo a rapariga, levaram-na ante o rei, que lhe perguntou: – Quem és? O que tas a fazer na árvore?
Mas ela não respondeu. O rei insistiu, formulando de novo as mesmas perguntas em todas as línguas que conhecia, mas foi em vão, ela permaneceu sempre muda.
No entanto, vendo-a tão bela, o rei ficou enternecido, e na sua alma nasceu um grande amor pela rapariga. Embrulhou-a no seu manto e, subindo-a ao seu cavalo, levou-a ao palácio. Uma vez ali mandou vesti-la com ricos vestidos, vendo-se então a donzela mais bela do que a luz do dia. Mas não houve forma de lhe arrancar uma única palavra. Sentou-a ao seu lado na mesa e gostou tanto da sua modéstia e atitude que disse: Quero-a por esposa, e não hei de querer nenhuma outra no mundo.
E passados uns dias, foi celebrado o casamento. Mas a mãe do rei era uma mulher má, que não gostou desse casamento, e não parava de falar mal da sua nora: – Sabe-se lá de onde é que saiu esta rapariga que não fala! – murmurava -. É indigna de um rei.
Passado algo mais de um ano, quando a rainha teve o seu primeiro filho, a velha tirou-lho enquanto dormia, e sujou de sangue a boca da mãe. Depois se dirigiu ao rei e acusou-a de ter devorado a criança. O rei negou-se a acreditar e mandou que ninguém incomodasse a sua esposa.
Ela seguia ocupada constantemente na confecção das camisolas, sem atender mais nenhuma coisa. E com o próximo filho que teve, a sogra repetiu a maldade, sem que o rei ouvisse as suas palavras, mais uma vez. Disse: É demasiado piedosa e boa, para ser capaz de atos desses.
Se não fosse muda e pudesse defender-se, a sua inocência ficaria bem patente. Mas quando, por terceira vez, a velha roubou o bebê recém nascido e voltou a acusar a mãe sem que esta pronunciasse uma palavra na sua defesa, o rei não teve outro remédio que a entregar a um tribunal, e a infeliz rainha foi condenada a morrer na fogueira.
No dia assinalado para a execução da sentença resultou ser o que marcava o fim dos seis anos durante os quais tinha sido proibida de falar e rir. Assim tinha libertado os seus queridos irmãos do feitiço que tinha caído sobre eles. Além disso, tinha acabado as seis camisolas, e só à última faltava à manga esquerda.
Quando foi levada para a fogueira, levou as camisolas consigo e quando, já presa ao poste do tormento, dirigiu um olhar à volta, viu seis cisnes que se aproximavam a voar velozmente. Percebendo que se aproximava o momento da sua libertação, sentiu uma grande alegria. Os cisnes chegaram à fogueira e pararam sobre ela, para que a sua irmã lhes atirasse as camisolas. E mal elas tocaram os seus corpos, caiu-lhes a plumagem de ave e surgiram os seis irmãos na sua forma natural, sãos e belos. Só ao mais novo faltava o braço esquerdo, substituído por uma asa de cisne. Abraçaram-se e beijaram-se, e a rainha, dirigindo-se ao rei, que assistia consternado à cena, começou finalmente a falar, e disse: – Esposo meu amadíssimo, agora já posso falar e declarar que tenho sido caluniada e acusada falsamente – e contou os enganos de que tinha sido vítima pela maldade da velha, que lhe tinha roubado as três crianças, ocultando-as.
As crianças foram recuperadas, com grande alegria do rei, e a perversa sogra, como castigo, teve de subir à fogueira e morrer queimada.
O rei e a rainha, com os seus seis irmãos, viveram longos anos em paz e felicidade.
Tradução Mariposa
História http://www.youtube.com/watch?v=MBu9MRaL6b4
Monumento aos cisnes selvagens e Elisa em Copenhague
http://www.hcandersen-homepage.dk/skulptur_de_vilde_svaner.htm
Site do filme http://www.jjfilm.dk/dvs/
Trailer The Wild Swans – 2009 http://www.youtube.com/watch?v=7ilSuaWlGyc
Versão A Filha da Floresta é o primeiro livro da trilogia Sevenwaters, de autoria da neozelandesa Juliet Marillier. Foi publicado em 2000.
A personagem principal deste livro é Sorcha (filha de Lord Colum), que tem seis irmãos: Finbar, Padriac, Diardmid, Cormack, Conor e Liam. Irá desenvolver romance com a personagem Red do qual nascerão Sean, Liadan e Niahm.
Sinopse: Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos.
Vídeo de apresentação
http://www.youtube.com/watch?v=j51I7xSHdJw
Animação
Volume 20 – Os Seis Cisnes [Simsala Grimm - Os Contos de Fadas (1999) (PT-PT)] – *MkPlus* / *Benitto* / *tvfa*

Capa
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Outra versão
Os teus contos clássicos
DVD 19 – Os seis cisnes / O maninho e a maninha

http://www.megaupload.com/?d=JAF69194
Ainda outra variação do conto
As Túnicas de Urtiga ou Os Cisnes Selvagens
watch?v=MBu9MRaL6b4&feature=player_embedded
Vídeo. Clique no link



Ilustrações e arte: Lenes Alves
Numa terra muito distante, havia um rei bondoso e sábio, que tinha uma linda filha, chamada Lúcia e onze filhos, todos belos e inteligentes. O soberano, que já estava velho e cansado, amava ternamente sua esposa e seus filhos. Infelizmente, a rainha morreu, e o rei, sentindo-se triste e solitário, resolveu casar-se com a viúva de seu primo, que tinha sido o soberano de um país vizinho. A felicidade, que até então reinava no palácio, desapareceu. A nova rainha, que era uma feiticeira perversa, conseguiu dominar o velho rei. A primeira coisa que ela fez foi afastar Lúcia do palácio, mandando-a para a casa de uns lenhadores, que moravam numa floresta longínqua. Quanto aos onze príncipes, tanta mentira a bruxa pregou a seu respeito, que o rei acabou não os querendo mais ver. Então, a feiticeira resolveu encantar os meninos. Depois de fazer uma porção de gestos mágicos, disse para os príncipes:
Voai, ligeiros, longe de nós, Jazei-vos aves, aves sem voz!
Os meninos transformaram-se em cisnes brancos e saíram voando pelo céu afora. Eles deviam seguir para um lugar determinado pela bruxa. Durante a viagem, procuraram passar sobre a casinha da floresta, onde estava a irmãzinha. Mas já anoitecia. Por isso, embora tivessem batido as asas com força, não conseguiram acordá-la. Quando Lúcia completou quinze anos, teve permissão para ir ao palácio. Assim que a rainha a viu, ficou louca de inveja e de raiva. A menina era de uma beleza deslumbrante. A bruxa quis transformá-la logo em cisne, e só não o fez porque o rei desejava vê-la. Resolveu esperar uma ocasião mais oportuna para lhe fazer mal. Lúcia costumava nadar no lago que havia junto ao palácio. Um dia, antes de chegar a moça ao lago, para lá se dirigiu a rainha, levando consigo três sapos horríveis.À margem do lago, atirou o primeiro sapo na água, dizendo:Quando Lúcia estiver nadando, salta na sua cabeça, para fazê-la tão estúpida como tu! Quando atirou o segundo, berrou: Salta no rosto de Lúcia, para fazê-la tão feia como tu!E, quando atirou o terceiro, rosnou: — Fica perto do coração de Lúcia, para que se torne perversa e má!Os sapos fizeram tudo o que a rainha ordenou. Quando a moça saiu do lago, mais parecia um bicho que um ser humano. Ao vê-la, o rei ficou horrorizado. E mandou que ela voltasse para a floresta.
É bom lembrar que Lúcia ficou muito feia, mas não se tornou má. O sapo não conseguiu modificar seu coração bondoso. Tendo sido desprezada por seu pai, a jovem resolveu sair à procura dos seus queridos irmãos. Viajou dias e dias, atravessando montes, vales e cidades. Durante a viagem, encontrou, numa floresta, uma velha faminta que lhe pediu um pedaço de pão. Lúcia deu-lhe, com prazer, e ainda foi apanhar, no riacho, um pouco d’água para matar a sede da velhinha. Esta, que era Nossa Senhora disfarçada, mandou que Lúcia comesse uma frutinha silvestre que crescia à beira do riacho. A moça obedeceu e, no mesmo instante, desencantou-se, voltando à sua beleza natural. Lúcia continuou a viagem. No meio do caminho, encontrou um velhinho a quem deu o seu último pedaço de pão. Perguntou-lhe, então, se tinha visto onze príncipes tão belos como o sol. O velho respondeu: — Que coincidência! Não vi os onze príncipes. Mas vi onze cisnes belíssimos, cada qual com uma coroa na cabeça!E mostrou o lugar onde vira as lindas aves. A princesa seguiu para lá, sentou-se e ficou esperando o dia inteiro.
Quando o sol começou a desaparecer no horizonte, a moça ouviu um rufiar de asas. Olhou para o céu e viu surgir onze cisnes voando apressadamente. Pousaram na terra e esconderam-se sob uma moita. Lúcia aproximou-se e ficou vigiando. Quando os últimos raios do sol desapareceram, as penas dos onze cisnes caíram por terra e eles se transformaram em belos príncipes. Lúcia correu para eles, radiante de alegria. Reconheceram logo a irmã e cobriram-na de beijos e abraços. Que contentamento! Que felicidade!A moça contou-lhes a sua triste história e eles narraram como tinham sido encantados pela cruel feiticeira. E o príncipe mais velho explicou: — Durante o dia, temos a forma de cisnes. Mas, logo que o sol desaparece, voltamos a ser homens. E por isso que temos sempre o cuidado de chegar à terra firme antes que anoiteça, pois, se estivéssemos voando nos ares, cairíamos de repente e morreríamos.— Onde moram vocês? Perguntou Lúcia. — Num lugar muito distante daqui, além dos mares. A viagem para lá é muito longa. Voamos dois dias sobre o oceano.
No meio do caminho, só existe um rochedo isolado entre as ondas. E tão pequeno que nele só há espaço para ficarmos de pé, apertados uns contra outros. Quando o mar está agitado, cobre-nos de espuma da cabeça aos pés. Contudo, damos graças a Deus por termos aquele pequeno rochedo. — Quantas vezes, por ano, podem vir até aqui? Indagou a princesa. — Somente uma vez. E só podemos nos demorar onze dias. Chegamos há dez dias. Assim só temos um dia para ficar com você. A princesa e os irmãos ficaram conversando durante muito tempo. Depois, vencida pelo cansaço, a moça adormeceu. Quando acordou, ouviu um forte bater de asas. Eram os irmãos que tinham voltado à forma de cisnes e deviam passar o dia voando. Quando a tarde caiu, os cisnes voltaram e, assim que o sol desapareceu, retomaram a forma humana. Então, o mais velho dos irmãos disse para Lúcia: — Já que a encontramos, não queremos perdê-la. Vamos passar a noite fazendo uma rede para podermos levá-la conosco.
E começaram logo a trabalhar. Apanharam uma poção de ramos e folhas para construir uma rede resistente c macia. Pouco antes de romper o dia, o trabalho estava terminado. Lúcia sentou-se na rede que foi elevada no ar pelo bico dos onze cisnes. Durante todo o dia, os pássaros voaram sem parar. Já estavam exaustos de carregar a rede, mas não desanimavam. A moça tremia só em pensar que poderia anoitecer, sem que chegassem ao rochedo perdido no meio do oceano. Mas, finalmente, quando os raios do sol começaram a desaparecer, a pequenina rocha surgiu no horizonte.
Quando a noite chegou com seu manto de estrelas, a moça e os onze cisnes pousaram no rochedo. Os príncipes retomaram a forma humana. Tiveram de ficar estreitamente unidos para não caírem no mar. Assim que o sol nasceu os rapazes viraram, novamente, cisnes e bateram as asas, levando pelos ares a jovem princesa. Após viajarem o dia inteiro, chegaram, finalmente, ao seu destino. Os irmãos viviam num penhasco, em frente ao mar, onde havia uma caverna, que era a sua morada. Dentro da caverna, que era muito limpa, viam-se camas de musgo bem arrumadas.
Lúcia ficou ali com os irmãos que, nesse momento, acabavam de voltar à forma humana. Depois de conversar longas horas com os príncipes, Lúcia resolveu descansar. Mas, antes de dormir, rezou, pedindo a Nossa Senhora que lhe ensinasse, em sonho, uma maneira de quebrar o encanto de seus irmãos. Quando adormeceu, Nossa Senhora apareceu-lhe em sonho e lhe disse: — Poderás quebrar o encanto de teus irmãos. Mas, para isso, é preciso muita fé e perseverança. Existe perto deste penhasco, bem como nos cemitérios, uma urtiga que tem propriedades maravilhosas. Quando a apanhares, ficarás com as mãos inchadas e empoladas. Deves colher grande quantidade dessa planta e, com ela, tecerás onze túnicas. Quando estiverem prontas, atira-as sobre teus irmãos e, então, seu encanto ficará quebrado. Voltarão, para sempre, à forma humana. Mas, para que tenhas êxito, é necessário que, enquanto estiveres tecendo as túnicas, não digas uma só palavra.
Durante esse tempo, qualquer som que saia de tua boca ferirá como se fossem onze punhais cravados no coração de teus irmãos. Quando Lúcia acordou, caiu de joelhos, agradecendo a Nossa Senhora o conselho que lhe dera. Depois, saiu da caverna e deu início ao seu trabalho. Começou a arrancar as folhas de urtiga que nasciam perto do penhasco. Quando o sol se pôs, voltaram os seus irmãos e perguntaram-lhe o que estava fazendo. Nem uma palavra de resposta. Os príncipes ficaram muito tristes, acreditando que a mudez da irmã era mais uma feitiçaria da madrasta. Mas, quando viram as mãos feridas e o trabalho que ela executava, sem parar, perceberam que fazia aquilo para quebrar o seu encanto.
O príncipe mais moço pôs-se a chorar, beijando as mãos da irmã. E onde caíam suas lágrimas, desapareciam as empolas e as feridas. De repente, ouviu-se o som de uma trompa de caça. Era o soberano daquele reino que caçava nas proximidades da caverna. Ao ver Lúcia, ficou deslumbrado por sua beleza. E resolveu levá-la para o palácio real. Lá chegando, a princesa retirou-se para o rico aposento que lhe haviam oferecido. Havia trazido consigo o molho de urtigas e, por isso, continuou a trabalhar, febrilmente, durante a noite. Havia de libertar seus irmãos!
Alguns dias depois, o rei não pôde resistir à paixão que o dominava e pediu a moça em casamento. Lúcia que estava enamorada do jovem soberano aceitou o pedido, mas não pôde dizer uma palavra. Sabia que, se o fizesse, causaria a morte dos seus onze irmãos. Realizou-se o casamento com grande pompa. O rei supunha que a sua linda esposa fosse muda e por isso redobrava em seus carinhos para com a moça.
Tinha pena da sua triste situação. E Lúcia cada vez amava mais o rei e lamentava não lhe poder contar a sua triste história. A moça já tinha tecido várias túnicas, quando lhe faltou urtiga. Sabia que só podia encontrá-la no cemitério e, numa noite de luar, para lá se dirigiu. Mas houve alguém que a viu sair do palácio e a seguiu. Era um fidalgo que odiava a rainha, pois pretendia ver a filha no trono. Por isso, quando viu a rainha entrar no cemitério, foi avisar ao rei, dizendo-lhe que a rainha talvez fosse uma feiticeira.
O soberano ficou muito triste e resolveu vigiai a esposa. Dias depois, tendo faltado, de novo, a urtiga, Lúcia tornou a ir ao cemitério. Mas desta vez, foi seguida pelo rei e outras pessoas. Viram-na aproximar-se de um túmulo, onde algumas harpias estavam devorando um cadáver. O rei não quis ver mais, julgando que a sua esposa era também uma bruxa repugnante. Como não podia falar Lúcia não pôde defender-se e, por isso, foi condenada a morrer na fogueira. Quando os onze príncipes souberam disso, já era véspera da morte da irmã. Correram ao palácio para falar ao rei.
Os guardas disseram que não podiam acordar Sua Majestade. Os rapazes insistiram, suplicaram, ameaçaram e já se dispunham a lutar com a guarda real, quando romperam os primeiros raios de sol. Os príncipes desapareceram, e viu-se um bando de cisnes esvoaçando, desesperadamente, por cima das torres do palácio.
Dias depois, tendo faltado, de novo, a urtiga, Lúcia tornou a ir ao cemitério. Chegou a hora da execução de Lúcia. A multidão enchia a praça principal da cidade. Daí a pouco, surgiu a moça numa velha carroça. Estava pálida e abatida, mas seus dedos trabalhavam sem cessar. Já tinha, ao seu lado, dez túnicas prontas. Só faltava uma!
O carrasco quis jogar fora as túnicas, mas a moça olhou para êle com um ar tão suplicante que o homem não pôde recusar-lhe o último favor. A multidão, porém, cobriu-a de injúrias e avançou para despedaçar as túnicas. Nesse momento, surgiram, fazendo grande bulha, onze cisnes lindíssimos, que começaram a dar bicadas terríveis nas pessoas que queriam atacar a carroça. Enquanto isso, a moça não parava de trabalhar.
Finalmente, ficou pronta a última túnica. Na ocasião em que o carrasco ia atirar Lúcia na fogueira, os onze cisnes se aproximaram para se despedir da irmã. Ela jogou, então, sobre eles as túnicas de urtiga. No mesmo instante, se transformaram em onze príncipes de uma beleza deslumbrante. Estava quebrado e encanto!— Agora já posso falar.
Estou inocente! Exclamou a moça. E contou ao rei, que estava presente, a sua história. A pena de morte foi logo revogada. O rei ficou louco de alegria e cobriu a esposa de beijos e abraços. Houve muitas festas no reino. E a todas assistiram os onze príncipes, que passaram a morar no palácio, junto de sua querida irmã.
Fonte: Contos Maravilhosos – Theobaldo Miranda Santos, Cia Ed.
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DE PROFUNDIS, 2007 Sem Diálogos, Miguelanxo Prado
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Titulo Original: De Profundis
Gênero: Animação e Musical
Duração: 80 min.
Origem: Espanha e Portugal
Estreia: 13 de Novembro de 2009
Direção: Miguelanxo Prado
Roteiro: Miguelanxo Prado
Distribuidora: Europa Filmes
Duração: 76 minutos
Idioma: Nenhum diálogo
País: Portugal / Espanha
Vídeo: 624×352 AVI, DVDRip
Áudio: Stereo MP3 de 128 kbps
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0482925/ Ano:2007
Do gênio das histórias em quadrinhos Miguelanxo Prado, uma belíssima animação que levou 4 anos para ser realizada – foram mais de 10 mil quadros pintados a mão por Prado e posteriormente animados. Durante navegação, um pescador afunda no oceano e, junto de sereias e seres marinhos, nada em direção da música distante de uma linda mulher.
Era uma vez uma casa no meio do mar, onde uma mulher melancolicamente tocava violoncelo. Ela estava à espera do seu amante, um artista que sempre quis ser um marinheiro para que pudessem ir para o mar com as águas-vivas, as estrelas do mar e as espécies multi-coloridas que sonhou nas suas pinturas. O seu fascínio pelo mar levou-o a empreender uma jornada para descobrir a beleza emocionante dos mistérios das profundezas, após a qual nenhum dos dois tinha a certeza se se encontrariam novamente.
“De Profundis é um poema visual e musical. É também uma história de amor que é estranha e fantástica. E é uma viagem criativa de um pintor, um jogo de metáforas. É uma homenagem ao mar, com as suas qualidades reais mítica “.
Miguelanxo Prado é um artista de La Coruña. Ele é um dos mais conhecidos e importantes autores de banda desenhada europeus. Desde o início dos anos 80, a sua obra, incluindo ilustrações, pintura e animação convencional, tem viajado o mundo. Os seus mais de 30 livros foram traduzidos para várias línguas e têm recebido vários prémios. “De Profundis” não é sua primeira experiência audiovisual, mas vem no seguimento da sua participação especial na série de animação”Men in Black”.
Links para download:
De Profundis
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OU
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Crítica http://moviesense.wordpress.com/2009/11/08/de-profundis/
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