Os mil municípios brasileiros com o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foram convidados pelo ministro da Educação, Fernando Hadad, a participar da reunião da União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime), em São Luís, no dia 13 de junho, com despesas sob a responsabilidade do Ministério da Educação.
O convite foi feito nesta segunda-feira, 28, em Teresina, na cerimônia de apresentação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) no Piauí. Dos mil municípios com pior Ideb, 91 estão no estado.
De acordo com o ministro, esses municípios terão ajuda prioritária do MEC. “A caravana da educação começou pelo Nordeste por que havia um descaso histórico com a região”, disse. Haddad também destacou a mobilização nacional como uma característica marcante do PDE. “Nunca o conjunto de dirigentes do MEC foi tanto aos estados e municípios quanto agora”, ressaltou.
O governo do Piauí firmou o compromisso Todos pela Educação, que faz parte do PDE. “Esse momento é importante, pois estamos aderindo a um plano que olha para a dívida que o Brasil tem com o Nordeste e que trata da educação em todos os aspectos”, salientou o governador Wellington Dias.
Haddad citou avanços na área da educação que permitirão ao Piauí melhorar a qualidade de ensino, como os repasses do Fundo da Educação Básica (Fundeb), a implantação de 15 novos pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a expansão da rede de educação profissional e tecnológica.
O ministro ressaltou também a Prova Brasil como um dos pilares do PDE, por permitir a elaboração de uma radiografia das escolas públicas. “Com ela, podemos saber se o sistema está evoluindo. A partir do momento em que o Piauí assina o compromisso Todos pela Educação, contribui para essa evolução”, destacou.
Organização
A Taguatur Turismo é a agência oficial do evento, responsável pela reserva de bilhetes aéreos, hospedagem, transfer e passeios dos participantes. Enquanto que a Taguatur Eventos como empresa apoiadora do evento estará realizando as inscrições, mas não será a empresa organizadora do evento. As inscrições ainda podem ser feitas no site da Taguatur no endereço: http://www.taguatur.com.br/turismo/eventos_educacao.php
Para maiores informações os interessados pode ligar para a Taguatur Eventos no 3213-6350 falar com Maria Luiza.
A Taguatur Eventos fica localizada na Av.Colares Moreira, Qda. 47 Casa 04 – Renascença ao lado do Curso Evolulção e próximo à TAM e a TAF.
ARTEDUCADORES - Os arteducadores e os profissionais que utilizam a linguagem artística em seus trabalhos estão sendo convidados para comparecerem ao I Encontro de Arteducadores do Maranhão que será realizado no Centro de Criatividade Odylo Costa filho, durante a abertura da III Semana do Teatro no Maranhão, dia 24 de março, às 9h. Mais informações: 3218-9934 ou 9114-1112.
Um templo de conhecimento e saber. Assim será a Casa do Escritor Maranhense, que deve ser instalada até fim do primeiro semestre, pela Prefeitura de São Luís em um casarão da Rua Isaac Martins, nº 125. No local funcionará um espaço com a biblioteca do autor maranhense, livraria e salão de eventos para lançamento de livros e exposições. O espaço é fruto da I Feira do Livro que aconteceu no ano passado na Praça Maria Aragão. O anúncio foi feito durante uma sessão da Academia Maranhense de Letras (AML), que contou com a presença do presidente da Fundação Municipal de Cultura que aproveitou a oportunidades para apresentar o projeto da 2ª Feira do Livro de São Luís, que será realizada de 09 a 19 de outubro.
Estiveram presentes ao encontro os acadêmicos, Mont’Alverne Frota, Lino Moreira, Laura Amélia Damous, Alex Brasil, Jomar Moraes, José Maria Cabral Marques, Ceres Costa Fernandes, José Chagas e Carlos de Lima. Tendo como patrono Arthur Azevedo e como tema “São Luís, palco e cenário da literatura”, a 2ª Feira do Livro virá com algumas novidades este ano. Será mais longa, terá onze dias de duração, e novos espaços temáticos para a realização de palestras e oficinas, entre eles a Arena da Juventude.
Para o presidente Adirson Veloso, o encontro com os acadêmicos foi um passo importante no processo de construção coletiva da 2ª Feira do Livro, uma vez que a AML completa neste ano o seu centenário de fundação. “A cidade já se apropriou desta Feira e a nossa responsabilidade aumenta muito mais”, disse. Para o presidente da Academia Maranhense de Letras, Lino Moreira, a Feira do Livro de São Luís é uma iniciativa admirável. “É uma feliz coincidência a 2ª Feria do Livro e o centenário da AML, com certeza vamos ter uma forte atuação no evento,” revelou. O escritor Jomar Moraes revelou que a sua expectativa é grande e otimista. “Estou com a impressão que a experiência adquirida na 1ª Feira pode render ainda maiores e melhores resultados”, prevê.
A coordenadora geral e curadora da Feira do Livro, Lúcia Nascimento, apresentou os eixos temáticos e a programação geral do evento, definidos no primeiro encontro de trabalho com a participação de 31 representantes de instituições parceiras. “Essa proposta é a espinha dorsal da 2ª Feira do Livro para que possamos avançar na formatação final do evento”, explicou. Entre os eixos temáticos estão Literatura e patrimônio cultural; Políticas de cidadania para o livro e a leitura; Produção literária local; Linguagens artísticas e culturais; Valorização da cultura popular regional; A cidade como cenário cultural - produtora e disseminadora de conhecimento; Fortalecimento e valorização das instituições culturais; Interpretação e Experiência de leitura do mundo; Democratização do acesso ao livro e valorização da leitura. Na programação constam, entre outros eventos, seminários, encontros, simpósios, ciclo de palestras, oficinas, cursos, rodas de conversa; oficina das obras do vestibular 2009; programa de visitação escolar; 2º Concurso Literário Sesc (lançamento e premiação); premiação do 32º Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís; salão do escritor; performances poéticas e musicais, espetáculos teatrais, concertos musicais, apresentação de corais, exposições permanentes; lançamento e relançamentos de livros de escritores maranhenses.
O portal de vídeos Teacher Tube, colocado on-line em Março passado, surge com a ambiciosa missão de ensinar o mundo. Duvidamos que consiga por si só tão árdua tarefa mas pode constituir mais um recurso da web 2.0 ao serviço das novas gerações que nascem e crescem em ambiente digital e de nós, adultos com outras infâncias, que temos a missão de os ensinar e de aprenderemos a utilizar como um meio as novas tecnologias. O Teacher Tube possui 16 canais temáticos e já foram lá colocados, gratuitamente pelos internautas registados, para cima de 6900 vídeos. Ao inscrever-se pode optar por pertencer aos mais variados grupos temáticos - existem já dezenas - ou criar mesmo um grupo de uma temática específica que lhe interesse particularmente. No Blogue associado ao Portal pode ficar a conhecer as últimas novidades e no Teacher Tube Onsite pode criar um ambiente interactivo para um determinado grupo de pessoas, uma turma, uma escola, um grupo de colegas, por exemplo. Esta é a única funcionalidade não gratuita do portal. Quanto ao resto é aproveitar. Já éramos participantes activos do You Tube e vamos equacionar a presença no Teacher Tube.
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RUBINSTEIN, E. Utilização do jogo e da brincadeira em psicopedagogia: uma abordagem clínica . Psicopedagogia, São Paulo, 10 (21): 15-19, jan./jul. 1991.
As experientes protagonistas do programa de tevê S.O.S. Babá apontam os principais problemas na educação das crianças e como resolvê-los:
Por Fernanda Murachovsky
Os pais sempre acham que estão fazendo o melhor pelos filhos. Mas às vezes não estão. Seja por falta de tempo, de paciência ou mesmo de conhecimento, não é raro meter os pés pelas mãos. Isso é comum em toda família, mas a situação pode extrapolar os limites da normalidade. Aí é preciso colocar um basta. Para ajudá-la a perceber o que está fazendo de errado e a encontrar soluções, fizemos uma entrevista exclusiva com as famosas Babá Deb (Deborah Carroll), e Babá Stella (Stella Reid), do programa S.O.S Babá, e autoras do livro de mesmo nome que acaba de ser lançado no Brasil pela editora Prestígio. Elas apontam os erros mais comuns cometidos na educação dos filhos - e como fugir deles.
7 pecados que os pais cometem
1- Não se comunicar o suficiente
A falta de diálogo é apontada pelas babás como um problema comum enfrentado diariamente nos lares. “As pessoas não conversam mais, por isso uma das regras que criamos é a obrigatoriedade do jantar em família que inclua até os menorzinhos. Não importa o horário, eles têm que sentar e conversar todas as noites à mesa para aprenderem a se comunicar uns com os outros”, explica Deb.
Para ela, quanto mais tempo os pais ficarem com os filhos, melhor. Portanto, é muito importante focar o tempo disponível em uma boa comunicação com os filhos. “Eles não podem, por exemplo, chegar do trabalho e ir direto para o computador ou para o telefone”, diz. No entanto, o que as babás constatam nos lares ingleses é exatamente o contrário, fazendo com que o nível de frustração entre os pequenos aumente.” Como as crianças podem saber o que é esperado delas se os pais não deixam isso claro?”, questiona Deb.
2- Não ter regras bem definidas
Ter normas e segui-las à risca é um desafio. A babá Stella conta que ouviu pais dizerem que já tentaram de tudo e, mesmo assim, não conseguiram disciplinar seus filhos. “Talvez o problema seja que eles não tentaram o suficiente ou desistiram antes do tempo. Se você é consistente, funciona”, afirma.
Ela coloca ainda que a vida é regida por regras e, se elas existirem em casa, as crianças já começam a ser preparadas desde cedo. No entanto, uma vez estabelecidas, é preciso garantir que não sejam quebradas. O espaço para negociação só irá existir quando os filhos crescerem e as situações mudarem. Deb sugere fazer uma lista das atitudes proibidas e colocá-las na geladeira para servir de referência toda vez que forem desrespeitadas.
3- Pouca consistência na atitude dos pais
De acordo com Deb, a palavra ‘não’ é usada mais do que deveria, o que a deixa banalizada, faz com que perca a força. “Os pais dizem ‘não’ sem pensar, para qualquer situação. Então, a criança os testa e continua fazendo bagunça até desistirem. Neste momento, o ‘não’ perde totalmente seu significado”, explica.
Para Stella, a chave para mudar o comportamento das crianças é os pais repensarem a própria atitude. “Se eles desistem porque a criança faz manha, nada vai funcionar. “Ela alerta ainda que a culpa pode acabar prejudicando o processo. “Muitas vezes a ausência dos pais em casa faz com que eles se cobrem, então, acabam dando presentes para as crianças sem motivos e quebram as regras”, diz.
4- Diferença na educação dos filhos A babá Deb explica que muitas das famílias ajudadas por elas no programa apresentavam problemas de discordância entre pai e mãe sobre a maneira como disciplinar os pequenos. “Em alguns casos, eles precisavam de nós para encontrar o meio termo”, conta. O segredo para ter crianças felizes e saudáveis emocionalmente é ser pais felizes e razoáveis. “Outro ponto é ter certeza de que as pessoas que cuidam da criança pensam da mesma maneira a respeito da educação”, diz Stella.
Por isso, Deb sugere que o casal converse, antes do nascimento do bebê, sobre o que concorda e discorda a fim de traçar um plano e criar um ambiente onde não haja tantos motivos para discondância. “Dessa maneira, as crianças sabem que se elas pedirem alguma coisa para a mãe e ela falar não, terão a mesma resposta do pai”, coloca Deb. É importante ainda que este sistema esteja em constante avaliação. “Se eles não estão unidos, isso é percebido pelas crianças e, assim, a dinâmica se dissolve. Por isso, é preciso sempre conversar e consultar um ao outro”, sugere Stella.
5- Não punir ações negativas
É fundamental que as crianças entendam que ações negativas e positivas têm conseqüências.” Se eles fizerem todas as tarefas corretamente, deve haver um sistema de recompensa. No entanto, se o comportamento está errado, é necessária uma punição”, explica Deb. No caso dos pequenos, Stella sugere um tempo para reflexão.
A técnica ensinada por elas consiste em colocar a criança que se comporta indevidamente em um determinado lugar de onde não possa sair durante os minutos respectivos à sua idade. Ou seja, um minuto, se ela tem um ano, dois minutos, se dois anos… Caso o mal comportamento se repita, o tempo é contado novamente, desde o começo. “Mas esse castigo só deve ser feito depois que a criança recebe um aviso de que fez algo errado, que não deve se repetir. Se ela o fizer, então, a conseqüência é aplicada.”
6- Faltar com respeito entre os familiares As babás contam que viram situações diversas de crianças descontroladas nos programas e que até chegaram a sofrer agressões físicas por parte delas. Entretanto, Stella esclarece que eles não nasceram deste jeito e que este é um reflexo do ambiente em que vivem. “Tudo começa quando os pais deixam os filhos se safarem dos comportamentos errados”, diz.
Para Deb, se as crianças crescerem em uma casa em que as pessoas gritam, onde não há regras e disciplina, elas serão educadas com base neste exemplo. Isso vale também papara situações em que o filho vê o pai desrespeitar a mãe, ou vice-versa. Muitas vezes os próprios pais não exigem o respeito que deveriam receber. “Hoje eles parecem ter mais medo de seus filhos, medo de dizer ‘não’. E por existir essa permissividade, deixa-se de lado a disciplina. O resultado é que as crianças perdem o respeito, sentindo que podem fazer o que querem”, revela.
Os limites entram, então, como papel importante do processo. “Eu acredito que o amor e a estrutura familiar andam de mãos dadas, mas considero os limites vitais para que as crianças se sintam seguras. E este é o primeiro caminho a ser seguido”, completa Stella.
7- Não assumir o papel de pais Stella percebe que existe uma tendência de os pais quererem se portar como os melhores amigos dos filhos em vez de assumirem suas funções de educadores e disciplinadores. “Assim, acabam esquecendo da disciplina e das regras e de outros recursos de punição como o tempo para reflexão ou a perda de privilégios. Eles têm medo de fazer alguma coisa errada e assim acabam não fazendo nada. Então, as crianças é que passam a dominar a casa”, finaliza.
Babá Deb: Tem 25 anos de experiência e começou seu trabalho na Inglaterra, onde recebeu treinamento e se mudou para os EUA há 20 anos. Trabalha atualmente como babá de um bebê de três meses.
O PROGRAMA S.O.S BABÁ
Qualquer um que já assistiu ao programa S.O.S Babá, no canal de TV por assinatura Discovery Home & Health - todas as sextas às 22 h - parou para se perguntar como elas conseguem estabelecer a ordem nas casas mais caóticas. A cada episódio, em um curto espaço de tempo, elas mudam o ambiente e procuram ensinar aos pais a maneira correta de educar crianças que parecem não ter solução. Babá Deb conta que, mesmo depois do programa, mantém contato com as famílias.
“De algumas sou muito próxima, outras falo por e-mail. O importante é que 90% delas estão indo muito bem. O restante,porém, ainda me pede conselhos”, diz.
Os desafios, neste trabalho, vão além da habilidade de domar os pequenos. Para Deb, a maior dificuldade é manter um relacionamento saudável e profissional com a família ao mesmo tempo em que se ganha bastante intimidade e os confrontos acontecem. Já para Stella um desafio é não ultrapassar os limites. “Às vezes você pode esquecer que aquelas crianças não são suas e que, no final, a última palavra é dos pais”, fala.
Babá Stella: Trabalha como babá há 18 anos. Atualmente, ministra palestras e abriu, em Los Angeles , a The Nanny Scholl
As leis do S.O.S babá
1º mandamento:
Seja consistente. Não significa não. Sim significa sim.
2º mandamento:
As ações têm conseqüências. O bom comportamento é premiado. O mal vem com penalidades.
3º mandamento:
Diga o que você quer dizer e mantenha sua opinião. Pense antes de falar - ou você pagará o preço.
4º mandamento:
Os pais devem trabalhar como um time. Se vocês não estão na mesma sintonia, seus filhos ficam sem saber a quem ouvir e acabarão não ouvindo nenhum dos dois.
5º mandamento:
Não faça promessas que não poderá cumprir. Se você disser para seus filhos que vocês vão para a Disney, é melhor se preparar para arrumar suas malas.
6º mandamento:
Escute seus filhos. Entenda os sentimentos deles. Diga “eu entendo” e “eu estou ouvindo” e, realmente, tire tempo para entendê-los e escutá-los.
7º mandamento:
Estabeleça uma rotina. Ela faz com que as crianças se sintam seguras, além de organizar o tempo delas.
8º mandamento:
Respeito é recíproco Se você não respeitar seu filho, ele também não irá respeitar você.
9º mandamento: O reforço positivo funciona muito melhor do que o reforço negativo. Agrade e recompense as conquistas mais do que ressalve os pontos negativos.
10º mandamento:
Os bons modos são universais. O bom comportamento sempre será bem-vindo em qualquer lugar e em qualquer situação.
11º mandamento:
Defina seu papel. Seu trabalho não é manter a criança grudada a você, mas prepará-la para o mundo lá fora e deixá-la ser quem ela é. ··.
Fonte: Revista Meu Nenê/Ed. 112
Fotos: Símbolo Press
Por Wagner Sanchez*
Uma das questões muito discutidas hoje como causa de alguns distúrbios psicológicos modernos é a ausência de desilusões que nós, pais, provocamos em nossos filhos. Todos precisamos, desde muito cedo, nos deparar com decepções. Necessitamos ser contrariados, precisamos de regras e punições caso não as cumpramos. Porém, a vida moderna, e conseqüentemente a falta de tempo com os nossos filhos, provoca involuntariamente em nossa consciência a vontade de satisfazer todos os desejos que eles têm. Contrariá-los, muitas vezes, nos traz um desconforto muito grande.
Algumas pesquisas estão comprovando a teoria de que, historicamente, os principais males psicológicos que afligem as nossas crianças começaram a surgir depois que a sociedade começou a cobrar ainda mais dos homens profissionalmente e exigir que as mulheres começassem a ter uma presença mais efetiva no mercado de trabalho, modificando o convívio familiar. Os filhos só têm contato com as regras da família no período noturno, quando encontram o pai e a mãe. Porém o tempo é curto e eles, pais, também precisam conversar e manter a vida social, quando é possível, pois reuniões e imprevistos no trabalho muitas vezes impedem um dos dois ou ambos de ter vida social.
Esse contexto familiar inibe os confrontos sadios de limites entre pais e filhos que são necessários. Os acordos de cumprimento de regras muitas vezes são quebrados para que tenhamos um maior conforto em nossas consciências de pais. “Se não temos tempo para eles, pelo menos não os decepcionamos.” Isso é o que se passa em nosso subconsciente.
Porém, esse pensamento, na maioria dos casos involuntário, não traz boas conseqüências para a formação psicológica das crianças, pois elas necessitam dos nossos “nãos”. Assim, se você realmente quer formar um grande ser humano é necessário aplicar o tão evitado “não”.
Seguem abaixo algumas dicas:
- Imponha os limites e regras desde os primeiros meses de vida.
- Analise com o seu cônjuge todas as regras antes de colocá-las em prática para que, depois, você não precise mudá-las ou eliminá-las.
- Classifique as questões prioritárias: higiene, alimentação e educação, por exemplo.
- Deixe para negociar com os filhos os assuntos fúteis. Eles precisam que em alguns momentos a opinião deles prevaleça.
- Nunca faça “vistas grossas” para uma condição pré-estabelecida e prioritária. Isso irá provocar as exceções que depois viram regras.
- Ouça as argumentações dos seus filhos e explique quantas vezes forem necessárias os motivos de as regras existirem, sempre mencionando a importância delas para eles próprios e evitando saídas como “Porque eu quero”, “Porque todo mundo faz assim”, “Porque você é pequeno”, “Porque sim” etc.
- Seja um exemplo: caso você precise transgredir alguma regra, explique o motivo.
*Wagner Marcelo Sanchez é diretor acadêmico da Faculdade e Colégio Módulo e especialista em educação.