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Teacher Tube

Teacher Tube para ensinar o mundo

O portal de vídeos Teacher Tube, colocado on-line em Março passado, surge com a ambiciosa missão de ensinar o mundo. Duvidamos que consiga por si só tão árdua tarefa mas pode constituir mais um recurso da web 2.0 ao serviço das novas gerações que nascem e crescem em ambiente digital e de nós, adultos com outras infâncias, que temos a missão de os ensinar e de aprenderemos a utilizar como um meio as novas tecnologias. O Teacher Tube possui 16 canais temáticos e já foram lá colocados, gratuitamente pelos internautas registados, para cima de 6900 vídeos. Ao inscrever-se pode optar por pertencer aos mais variados grupos temáticos - existem já dezenas - ou criar mesmo um grupo de uma temática específica que lhe interesse particularmente. No Blogue associado ao Portal pode ficar a conhecer as últimas novidades e no Teacher Tube Onsite pode criar um ambiente interactivo para um determinado grupo de pessoas, uma turma, uma escola, um grupo de colegas, por exemplo. Esta é a única funcionalidade não gratuita do portal. Quanto ao resto é aproveitar. Já éramos participantes activos do You Tube e vamos equacionar a presença no Teacher Tube.

 



A arte de dizer NÃO

A arte de dizer não

Por Wagner Sanchez*

Uma das questões muito discutidas hoje como causa de alguns distúrbios psicológicos modernos é a ausência de desilusões que nós, pais, provocamos em nossos filhos. Todos precisamos, desde muito cedo, nos deparar com decepções. Necessitamos ser contrariados, precisamos de regras e punições caso não as cumpramos. Porém, a vida moderna, e conseqüentemente a falta de tempo com os nossos filhos, provoca involuntariamente em nossa consciência a vontade de satisfazer todos os desejos que eles têm. Contrariá-los, muitas vezes, nos traz um desconforto muito grande.

Algumas pesquisas estão comprovando a teoria de que, historicamente, os principais males psicológicos que afligem as nossas crianças começaram a surgir depois que a sociedade começou a cobrar ainda mais dos homens profissionalmente e exigir que as mulheres começassem a ter uma presença mais efetiva no mercado de trabalho, modificando o convívio familiar. Os filhos só têm contato com as regras da família no período noturno, quando encontram o pai e a mãe. Porém o tempo é curto e eles, pais, também precisam conversar e manter a vida social, quando é possível, pois reuniões e imprevistos no trabalho muitas vezes impedem um dos dois ou ambos de ter vida social.

Esse contexto familiar inibe os confrontos sadios de limites entre pais e filhos que são necessários. Os acordos de cumprimento de regras muitas vezes são quebrados para que tenhamos um maior conforto em nossas consciências de pais. “Se não temos tempo para eles, pelo menos não os decepcionamos.” Isso é o que se passa em nosso subconsciente.

Porém, esse pensamento, na maioria dos casos involuntário, não traz boas conseqüências para a formação psicológica das crianças, pois elas necessitam dos nossos “nãos”. Assim, se você realmente quer formar um grande ser humano é necessário aplicar o tão evitado “não”.

Seguem abaixo algumas dicas:

- Imponha os limites e regras desde os primeiros meses de vida.

- Analise com o seu cônjuge todas as regras antes de colocá-las em prática para que, depois, você não precise mudá-las ou eliminá-las.

- Classifique as questões prioritárias: higiene, alimentação e educação, por exemplo.

- Deixe para negociar com os filhos os assuntos fúteis. Eles precisam que em alguns momentos a opinião deles prevaleça.

- Nunca faça “vistas grossas” para uma condição pré-estabelecida e prioritária. Isso irá provocar as exceções que depois viram regras.

- Ouça as argumentações dos seus filhos e explique quantas vezes forem necessárias os motivos de as regras existirem, sempre mencionando a importância delas para eles próprios e evitando saídas como “Porque eu quero”, “Porque todo mundo faz assim”, “Porque você é pequeno”, “Porque sim” etc.

- Seja um exemplo: caso você precise transgredir alguma regra, explique o motivo.

*Wagner Marcelo Sanchez é diretor acadêmico da Faculdade e Colégio Módulo e especialista em educação.

 



Uso de fumo e álcool em desenhos animados

Uso de Fumo e Álcool em filmes infantis

Artigo original por Eric Chudler, PhD (site Neuroscience for Kids), tradução por Fernando Lage Bastos (NeuroKidsBr)

Artigo original 22-Jun-2001 - tradução: 11-Ago-2001

O que faz alguém tomar bebidas alcóolicas ou fumar? Por que algumas pessoas ficam viciadas em drogas? O uso de drogas é aprendido? Revistas, TV, filmes influem no modo como as pessoas usam drogas? Estas são algumas das perguntas polêmicas sobre o uso de drogas e que estão ainda sem uma resposta definitiva. Porém, é bastante claro que o uso de drogas pode ser visto frequentemente em filmes e na televisão. Por exemplo: um estudo mostrou que entre os 200 filmes mais retirados nas locadoras entre 1996 e 1997, 93% mostravam pessoas utilizando bebidas alcóolicas e 89% mostravam pessoas fumando.

Um outro estudo dos filmes de maior bilheteria entre 1988 e 1997, mostrou que 76,4% destes filmes tinham pessoas fumando. Muitos dos filmes incluídos nestes estudos são direcionados ao público jovem ou adulto e teoricamente não fazem parte do repertório visto por crianças.

Um novo estudo publicado na revista Pediatrics (Junho de 2001), investigou a frequência que o uso de álcool e fumo aparecia em desenhos animados direcionados para o público infantil.

No estudo, pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA), assistiram à 81 fitas de vídeo infantis. Todos os desenhos animados exibidos nos cinemas entre 1937 e 2000 foram estudados. Para cada um dos filmes, os pesquisadores anotaram o número de vezes que álcool ou fumo eram utilizados, o tempo que a droga aparecia na tela, e qual personagem fazia uso da droga.

Os Filmes:

Os 5 desenhos animados com o maior uso de álcool:

  1. A Bela Adormecida - 174 segundos
  2. Dumbo - 133 segundos
  3. Fantasia - 128 segundos
  4. O Grande Ratinho Detetive - 118 segundos
  5. A Bela e a Fera - 86 segundos
The five movies with the most on-screen use of fumo:

  1. Os 3 cavaleiros - 629 segundos
  2. O pequeno Nemo - 416 segundos
  3. 101 Dálmatas - 387 segundos
  4. Felizes para Sempre - 374 segundos
  5. Alice no País das Maravilhas - 323 segundos

A tabela abaixo faz um resumo dos achados:

Dados: Álcool Fumo
Número de filmes 38 de 81 filme 35 de 81 filme
% de filmes 47% 43%
Duração do uso (média) 42 segundos/filme 2.1 minutos/filme
Duração do uso (mínimo e máximo) 2 segundos até 2.9 minutos 2 segundos até 10.5 minutos

Naqueles filmes mostrando o uso de álcool, vinho foi a bebida mais utilizada, seguido por cerveja, champanhe, licor e outros driques. Os “heróis” utilizam-se tanto de bebidas alcólicas como os “vilões”. Naqueles filmes onde o uso de fumo eram feito, o uso de charuto era mais frequente, seguido pelo uso de cachimbos e cigarros. Mais uma vez, os “heróis” fumavam na mesma proporção que os “vilões”.

Em 40% dos desenhos com o uso de álcool, os efeitos físicos do consumo de álcool eram mostrados. Por exemplo, alguns personagens ficavam cambeleantes, tinham soluços, ou ficavam com a cara vermelha. Nenhum dos desenhos tinham avisos sobre as consequências prejudiciais do uso de álcool. Nos desenhos que mostravam o uso de fumo, 37% mostravam as consequências físicas do seu uso, incluindo tosse ou fazendo os personagens ficarem verdes. Somente em 3 desenhos há a presença de personagens que pediam para outros pararem de fumar.

Os pesquisadores também descobriram que os desenhos animados mais recentes mostram menos álcool e fumo que os mais antigos. Apesar disto ser uma boa notícia, quase nenhum dos desenhos mostravam que o uso de álcool e fumo poderia ter um efeito negativo na saúde dos personagens. Apesar de não estar claro se os filmes e a TV influenciam as crianças à utilizarem drogas, é importante que um retrato mais fiel do uso de drogas seja feito em filmes e programas. Os desenhos animados são feitos para serem engraçados, mas o uso de droga não é.

Referência.:

  • Thompson, K.M. and Yokota, F., Depiction of alcohol, tobacco, and other substances in G-rated animated feature films, Pediatrics, 107:1369-1374, 2001.